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Argentina está ‘morta de medo’ após Justiça decretar prisão preventiva RJ

Advogada Agostina Páez, acusada de injúria racial no Rio, contesta decisão judicial e expressa pavor pela detenção.

Advogada argentina Agostina Páez, acusada de injúria racial no Rio, declarou estar "morta de medo" após prisão preventiva ser decretada.

A advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, revelou estar “morta de medo” após ser oficialmente notificada da decretação de sua prisão preventiva pela Justiça do Rio de Janeiro. A decisão judicial surpreendeu Páez, que é ré em um processo que apura a prática de injúria racial contra um funcionário de um bar na badalada região de Ipanema, zona sul da capital fluminense.

Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira, 5 de junho, a advogada expressou seu profundo abalo emocional com a medida, que intensifica a pressão sobre o caso.

Na gravação, feita logo após receber a notificação, Agostina Páez contestou veementemente o fundamento da prisão. Segundo ela, a medida foi decretada com base em um suposto risco de fuga, uma justificativa que a advogada considera infundada.

Páez argumentou que já estava sob monitoramento eletrônico, utilizando tornozeleira, e que se colocou à disposição das autoridades desde o início da investigação. Sua declaração, ao final do vídeo, de que estava desesperada e com medo, ressalta o impacto psicológico da decisão em sua vida.

A advogada também manifestou receio de que sua exposição pública, inclusive por meio do próprio vídeo, possa agravar ainda mais sua situação legal. “Tenho receio de que fazer este vídeo me prejudique e que meus direitos sejam ainda mais violados”, afirmou. Ela acrescentou que não poderia comentar os detalhes do episódio investigado, mas reiterou a esperança de que o caso seja esclarecido e resolvido de forma justa e adequada, em conformidade com a lei brasileira, que prevê punições severas para crimes de cunho racial.

O Incidente em Ipanema

O episódio que deu origem à investigação e à consequente decretação da prisão preventiva ocorreu em 14 de janeiro, na saída de um estabelecimento em Ipanema. De acordo com as investigações policiais, Agostina Páez foi flagrada proferindo ofensas de cunho racista a um funcionário do local.

A discussão teria iniciado por conta de um suposto erro no pagamento da conta, escalando rapidamente para o incidente de injúria.

A vítima, cuja identidade permanece protegida, registrou um boletim de ocorrência no mesmo dia do ocorrido. Em seu depoimento às autoridades, o funcionário relatou que a advogada argentina teria apontado o dedo em sua direção e proferido ofensas de natureza racial, utilizando a palavra “negro” de forma claramente pejorativa e discriminatória, o que configura o crime de injúria racial no Código Penal brasileiro.

Três dias após o incidente, Agostina Páez prestou depoimento à Polícia Civil e teve seu passaporte apreendido, uma medida cautelar para evitar sua saída do país. O caso, que ganhou repercussão após a circulação de vídeos nas redes sociais, segue em tramitação na Justiça do Rio de Janeiro.

Cabe agora ao Judiciário decidir se aceitará a denúncia apresentada, tornando a advogada formalmente ré, e quais serão os próximos passos do processo.

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