De acordo com informações de serviços de inteligência dos Estados Unidos, há indícios de que a Rússia, sob a liderança de Vladimir Putin, planeja realizar um ataque contra um país-membro da OTAN até 2029. O período em que essa ação poderia ocorrer abrange desde o próximo outono até 2029, com países como Polônia, Estônia, Letônia e Lituânia sendo citados como possíveis alvos.
O relatório revela que Putin pode tentar "testar a determinação da OTAN" por meio de uma ação limitada, que poderia se manifestar tanto em uma incursão militar terrestre de pequena escala quanto em um ataque cibernético. As operações são vistas como uma forma de a Rússia provocar a aliança militar ocidental, especialmente em um contexto em que os países bálticos têm demonstrado apoio firme à Ucrânia.
Gitanas Nausėda, presidente da Lituânia, já havia comentado sobre a possibilidade de operações limitadas contra infraestruturas críticas, como instalações de energia e transporte, embora não tenha especificado regiões ou datas para esses ataques. "Recebemos esse tipo de sinal de nossos serviços de inteligência", afirmou Nausėda em uma entrevista, ressaltando a dificuldade de prever a natureza exata de possíveis ações.
A percepção da ameaça russa não se limita a uma possibilidade futura. Membros da OTAN têm observado que Putin já estaria realizando ataques para testar a coesão da aliança. Recentemente, caças de combate romenos interceptaram três drones que adentraram o espaço aéreo da Romênia durante três dias consecutivos, um indicativo das tensões na região.
Além disso, um aumento de 250% nas decolagens de alerta para interceptar aeronaves no flanco oriental da OTAN foi registrado em julho de 2026, em comparação com o mesmo mês em 2025. Isso demonstra que a Rússia continua a testar as defesas ocidentais enquanto a diplomacia entre Moscou e Kiev permanece estagnada, levando a um intensificação dos ataques de longo alcance e resultando em um número crescente de vítimas civis.