A denúncia de uma mulher contra um investigador da Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) por uma série de estupros violentos chocou a comunidade de Sorriso na última semana. Embora o caso tenha ocorrido, segundo o relato da vítima, em 9 de dezembro de 2025, o crime só veio à tona agora.
A coluna teve acesso exclusivo ao depoimento da vítima, que terá a identidade preservada, e reuniu os principais pontos já apurados pela investigação, além do que ainda precisa ser esclarecido sobre a violência sexual.
O que se sabe
• A mulher foi presa em 8 de dezembro de 2025, após ser apontada como suspeita de envolvimento em um crime ocorrido na região.
• De acordo com a vítima, Manoel Batista da Silva, de 52 anos, a estuprou quatro vezes seguidas em 9 de dezembro, após a audiência de custódia.
• Os estupros teriam ocorrido dentro da delegacia, em uma sala isolada.
• Após prestar depoimento, a vítima foi submetida a exame pericial complementar, que identificou vestígios compatíveis com material espermático em sua região íntima.
• Segundo a delegada Laísa Crisóstomo de Paula Leal, responsável pela investigação, o laudo apontou compatibilidade genética entre o material coletado da vítima e o de um dos servidores da delegacia.
• Manoel foi preso após a conclusão do laudo pericial.
• As investigações preliminares descartaram a participação da vítima no crime do qual ela havia sido acusada.
Ainda falta esclarecer por que nenhuma autoridade da corporação teria presenciado o crime, que teria ocorrido dentro da delegacia. As investigações internas da Polícia Civil seguem em andamento e ainda não foram concluídas.
Também não há informações sobre a versão do policial investigado. A coluna tenta localizar a defesa. O espaço permanece aberto para manifestações.