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Justiça nomeia Suzane von Richthofen gestora da herança de R$ 5 milhões de tio

Decisão judicial a coloca como inventariante de bens do tio, Miguel Abdalla Neto, em meio a disputa com prima e acusações de furto.

Suzane von Richthofen é nomeada pela Justiça como inventariante da herança de R$ 5 milhões de seu tio, Miguel Abdalla Neto, gerando disputa familiar e acusações.

Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais em 2002, foi nomeada pela Justiça como inventariante dos bens de seu tio, o médico Miguel Abdalla Neto, falecido em 9 de janeiro. A herança, estimada em R$ 5 milhões, agora está sob a gestão de Suzane, que assume a responsabilidade pela manutenção do patrimônio.

A decisão judicial surge em meio a uma disputa com Carmem Silvia Gonzalez Magnani, prima do médico, que alegava ter vivido uma união estável com Abdalla Neto por 14 anos e disputava a função de inventariante. Contudo, a Justiça considerou que Carmen, parente colateral de quarto grau, não ostenta condição de herdeira, sendo preterida pelos sobrinhos, parentes colaterais de terceiro grau, conforme o Código Civil.

Andreas von Richthofen, irmão de Suzane e o outro herdeiro direto, não se habilitou no processo até o momento, tornando Suzane a única apta para a função. A Justiça enfatizou que o histórico criminal da herdeira “não tem relevância jurídica nestes autos”, solidificando sua nomeação para o “múnus” (tarefa) de inventariante.

Disputa Familiar e Acusações

Embora Suzane tenha autorização para a manutenção dos bens do espólio, ela não pode vendê-los ou transferi-los sem prévia autorização judicial. Paralelamente, Carmen Magnani registrou um boletim de ocorrência acusando Suzane de tomar posse indevidamente de vários bens, incluindo um carro Subaru prata ano 2021, uma lavadora de roupas, um sofá, uma cadeira/poltrona e uma bolsa com documentos e dinheiro.

Suzane, por sua vez, teria admitido ter subtraído os bens e soldado o portão da casa para protegê-los.

A Polícia Civil de São Paulo está investigando a denúncia de furto, que se soma à apuração da causa da morte de Miguel Abdalla Neto, encontrado morto em sua casa no Campo Belo. Abdalla Neto foi tutor de Andreas após o assassinato dos pais dos irmãos Richthofen em 2002, sendo irmão de Marísia, mãe de Suzane e Andreas.

Suzane von Richthofen, ré confessa e condenada em 2006 a quase 40 anos de prisão, obteve regime aberto em janeiro de 2023. Sua nomeação como inventariante, apesar de seu passado criminal, destaca a aplicação estrita da lei de sucessões neste caso específico.

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