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Corregedor decide investigar depósito de R$ 2,8 bilhões do Tribunal de Justiça do Maranhão no BRB

Transferência de depósitos judiciais para banco sob investigação da Polícia Federal levanta questionamentos sobre transparência e legalidade da operação.

O Corregedor Nacional de Justiça investiga a transferência de R$ 2,8 bilhões do TJMA para o BRB, banco sob suspeita da Polícia Federal por irregularidades em operações.

O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, iniciou uma investigação sobre a movimentação de R$ 2,8 bilhões em depósitos judiciais do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) para o Banco de Brasília (BRB). O montante, que estava anteriormente depositado no Banco do Brasil, foi transferido em uma operação que levanta sérias questões, especialmente porque o BRB já se encontra sob escrutínio da Polícia Federal.

A decisão de Campbell vem à tona após a confirmação das transferências pelo próprio presidente da Corte maranhense, desembargador José Ribamar Froz Sobrinho, em reunião com magistrados. A preocupação central reside na reputação do BRB, que está sendo investigado pela Polícia Federal por uma suposta tentativa de compra das operações do Banco Master em 2025, envolvendo a suspeita de carteiras de crédito falsas. Essa associação com irregularidades prévias coloca a transferência bilionária do TJMA em um contexto de alta sensibilidade.

Detalhes da Investigação

O ministro Campbell determinou que a presidência do TJMA apresente um relatório completo sobre a transação financeira com o BRB. O corregedor busca esclarecer os motivos que levaram a essa mudança de custódia, como as tratativas foram conduzidas, quem propôs o negócio, os operadores envolvidos e as garantias oferecidas.

A investigação visa aprofundar-se nas circunstâncias que cercam a operação, bancada pessoalmente pelo desembargador Froz Sobrinho, para assegurar a legalidade e a transparência do processo.

Em meio ao desenrolar da apuração, o Banco de Brasília (BRB) se manifestou por meio de nota, refutando qualquer associação entre a gestão dos depósitos judiciais e um alegado “rombo” de R$ 30 bilhões nos cofres públicos, conforme algumas especulações. O Tribunal de Justiça do Maranhão, por sua vez, foi procurado para se manifestar sobre o caso, e o espaço permanece aberto para seus esclarecimentos.

A investigação do Corregedor Nacional de Justiça sublinha a importância da fiscalização dos recursos públicos e a necessidade de clareza em operações financeiras de grande vulto envolvendo tribunais de justiça. Os desdobramentos prometem trazer à luz detalhes cruciais sobre a gestão de depósitos judiciais e a conduta das instituições financeiras e judiciárias envolvidas.

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