A defesa de Pedro Henrique Espíndola se pronunciou, neste sábado (7/2), sobre o indiciamento do ex-BBB por importunação sexual. A informação foi confirmada após a Polícia Civil do Rio de Janeiro concluir a investigação sobre o episódio ocorrido dentro do reality show e encaminhar o caso ao Ministério Público.
Em nota enviada à coluna Fábia Oliveira, a equipe que representa Pedro afirmou que o inquérito policial preferiu ignorar a lei, o método e os fatos e criticou a atuação da polícia no caso. “O inquérito policial foi utilizado, neste caso, como atalho narrativo. Investigar dá trabalho. Respeitar garantias exige técnica”, dizia parte do texto.
Ainda no pronunciamento, a defesa disse que “optou-se, ao que tudo indica, pela pressa e pela aparência de resultado” e listou algumas situações como: “não houve oitiva da suposta vítima (confinada em programa de televisão); não houve oitiva do investigado, internado em clínica psiquiátrica; a cadeia de custódia da prova foi solenemente desprezada, como se ainda fosse um detalhe opcional do processo penal”.
Pedro Henrique, do BBB 26, em imagem com cela de prisão na frente – Metrópoles
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Pedro.
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Pedro, BBB26.
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Pedro Espíndola desistiu do BBB 26
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Os advogados de Pedro Henrique Espíndola ainda destacaram que não foram procurados formalmente pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. “A diligência mais complexa do procedimento limitou-se a um ofício à clínica onde Pedro Henrique se encontra internado, perguntando apenas se ele estava ali e desde quando. Respondida a pergunta, encerrou-se a investigação. O restante parece ter sido preenchido pela conveniência do momento”, pontuaram.
Leia na íntegra:
“A Defesa Técnica de Pedro Henrique Espíndola vem a público esclarecer o que o inquérito policial preferiu ignorar: a lei, o método e os fatos. O Inquérito Policial — procedimento administrativo destinado a informar e lastrear o Ministério Público no oferecimento de – EVENTUAL – denúncia, não a condenar — foi utilizado, neste caso, como atalho narrativo. Investigar dá trabalho. Respeitar garantias exige técnica.
Optou-se, ao que tudo indica, pela pressa e pela aparência de resultado: 1) Não houve oitiva da suposta vítima (confinada em programa de televisão); 2) Não houve oitiva do investigado, internado em clínica psiquiátrica; 3) A cadeia de custódia da prova foi solenemente desprezada, como se ainda fosse um detalhe opcional do processo penal. Apesar disso, houve indiciamento.
A Defesa jamais foi formalmente procurada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. A diligência mais complexa do procedimento limitou-se a um ofício à clínica onde Pedro Henrique se encontra internado, perguntando apenas se ele estava ali e desde quando. Respondida a pergunta, encerrou-se a investigação. O restante parece ter sido preenchido pela conveniência do momento.
O que se apresenta como apuração não busca a verdade, não respeita garantias e não resiste ao menor exame técnico. Trata-se de um procedimento administrativo moldado para atender ao clamor externo, não ao devido processo legal. A técnica foi substituída pela narrativa; a legalidade, pela urgência.
A Defesa Técnica repudia integralmente a condução do inquérito e a postura da
Autoridade Policial, recebendo o indiciamento com espanto jurídico — ainda que sem surpresa institucional. Resta confiar no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e no Poder Judiciário, instituições que distinguem investigação de encenação. Justiça não se faz com aplausos nem com pressa, mas com método, coragem e respeito à lei.
Pedro Henrique permanece internado, focado em seu tratamento. A Defesa apresentará manifestação técnica quando formalmente provocada”.