Na manhã do último sábado (8/8), o funkeiro carioca Gustavo de Lima Lopes, conhecido como MC Orelha, foi detido pela Polícia Civil no Aeroporto de Jijoca de Jericoacoara, no Ceará. A prisão ocorreu assim que o artista de 39 anos desembarcou, sob a acusação de promover organização criminosa armada.
O cantor viajava para o Ceará com a intenção de se apresentar em um evento particular em comemoração ao primeiro aniversário de uma torcida organizada, que aconteceu no município de Sobral. Logo após sua detenção, mensagens de apoio começaram a ser divulgadas nas redes sociais por artistas, fãs e pessoas próximas, com frases como “Liberdade, poeta” e “MC não é bandido”, uma expressão que ganhou popularidade após a prisão de outro artista, MC Poze do Rodo, no ano anterior.
No domingo (9/8), MC Orelha participou de uma audiência de custódia, onde a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva. As investigações realizadas pela Polícia Civil do Ceará revelaram que, em 2025, o artista teria promovido um grupo criminoso de origem carioca durante um show realizado no bairro Genibaú, em Fortaleza. Testemunhas afirmam que, durante a apresentação, ele teria realizado gestos e utilizado símbolos que faziam referência à organização criminosa.
Além disso, as autoridades alegam que MC Orelha utilizava sua presença nas plataformas digitais para divulgar músicas que, conforme as investigações, glorificam o crime organizado, bem como o uso de armas e drogas. Essa situação levanta preocupações sobre a influência que artistas podem ter na promoção de comportamentos ilícitos entre seus fãs e seguidores.
A prisão de MC Orelha destaca um crescente foco das autoridades na relação entre a música e a promoção de atividades criminosas, refletindo um esforço para combater a cultura de glorificação do crime nas artes. O desdobramento desse caso poderá ter implicações significativas para a carreira do artista e para a indústria musical como um todo.