O Athletico-PR anunciou, na sexta-feira (14/8), que não irá se manifestar sobre a decisão judicial que resultou na condenação do atacante Léo Derik, que foi sentenciado em primeira instância por dois crimes de estupro. A instituição ressaltou que o caso está em segredo de Justiça e que a decisão ainda pode ser contestada.
Em um comunicado nas redes sociais, o clube afirmou: "Por se tratar de processo que tramita em segredo de justiça, o Clube não comentará seu conteúdo nem os fatos nele discutidos. A decisão é de primeira instância e está sujeita à recurso. O Clube não toma parte no processo e respeitará seu regular andamento, observadas as garantias legais aplicáveis até eventual trânsito em julgado".
O atacante Léo Derik foi condenado a 13 anos de prisão em regime fechado pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba. Embora tenha recebido a pena, a decisão ainda é passível de recurso e o atleta, que também responde por outros casos ocorridos em dezembro de 2023 e fevereiro de 2024, irá recorrer em liberdade.
A defesa de Léo Derik sustenta que as relações foram consensuais, o que se contrapõe às acusações que resultaram em sua condenação. O jogador, que tem 21 anos, nega as alegações e busca reverter a decisão na Justiça.
A situação do atleta levanta questões sobre o impacto que o caso pode ter tanto na carreira dele quanto na imagem do Athletico Paranaense, que se vê em meio a um dilema ao lidar com um assunto tão delicado e de grande repercussão na sociedade. A posição do clube reflete a cautela em se envolver em um processo que ainda está em andamento e sob sigilo judicial.
Com a condenação de Léo Derik, o Athletico-PR terá que navegar por um cenário complicado, onde a reputação institucional e as questões legais se entrelaçam, exigindo uma postura cuidadosa enquanto o processo judicial continua seu curso.