O Rosario Central emitiu uma nota nesta sexta-feira, dia 14 de agosto, contestando as alegações de racismo feitas pelo Corinthians após o confronto pelas oitavas de final da Libertadores. A equipe argentina defende que os torcedores brasileiros apresentaram comportamentos considerados "racistas, discriminatórios e provocativos" durante a partida, que ocorreu no Gigante de Arroyito.
O goleiro Hugo Souza, do Corinthians, relatou ter sido alvo de ofensas racistas por parte da torcida do Rosario Central. O incidente foi destacado durante o segundo tempo do jogo, quando o árbitro Andrès Matonte ativou o protocolo antirracismo após o goleiro denunciar insultos como "macaco", "mono" e "negro de merda". Em resposta, o árbitro solicitou ao locutor do estádio que pedisse aos torcedores que cessassem os cânticos ofensivos.
Na nota OFICIAL, o Rosario Central afirmou que torcedores corintianos trouxeram cédulas de pesos argentinos e camisas da seleção da Espanha, que venceu a Argentina na final da Copa do Mundo de 2026. Esses atos foram considerados pela equipe como ofensivos e discriminatórios. O clube afirmou que enviará evidências das alegações à Conmebol, solicitando que a entidade tome as devidas providências.
“O que aconteceu durante a partida e após seu término foram ações que, em nossa visão, configuram atos racistas e provocativos em relação aos nossos jogadores e à nossa torcida”, declarou o Rosario Central no COMUNICADO.
O Corinthians, mesmo atuando com um jogador a menos após a expulsão de Allan, conseguiu segurar o empate em 0 a 0. As equipes se encontrarão novamente na próxima quinta-feira, dia 20 de agosto, na Neo Química Arena, às 21h30.