José Luiz Datena, apresentador e candidato a deputado federal por São Paulo, informou ao Superior Tribunal Eleitoral (TSE) que seu patrimônio total é de R$ 35,9 milhões. Essa quantia representa uma diminuição de R$ 2 milhões em comparação ao valor declarado em 2024. Naquela ocasião, Datena também foi candidato à Prefeitura de São Paulo, onde se destacou por um incidente conhecido como "cadeirada", durante um debate eleitoral.
Entre os bens listados na declaração de Datena, um dos destaques é um apartamento localizado em Florianópolis, Santa Catarina, avaliado em R$ 3,28 milhões. Além disso, ele possui mais de R$ 15 milhões aplicados em um plano de previdência privada, bem como outros imóveis e investimentos em contas bancárias.
Uma discrepância significativa no patrimônio foi identificada em relação a um imóvel situado em Itajá, Goiás. Na declaração anterior, de 2024, este bem estava avaliado em R$ 6 milhões, mas não foi incluído na relação apresentada à Justiça Eleitoral para 2026.
Datena, que já integrou 10 partidos desde 1990, busca retornar ao cenário eleitoral após o tumultuado episódio da "cadeirada" em setembro de 2024, onde agrediu o concorrente Pablo Marçal durante um debate na TV Cultura. Na ocasião, Marçal provocou Datena, relembrando uma denúncia de assédio arquivada contra ele, o que resultou na perda de controle do apresentador.
O incidente gerou grande repercussão, tornando-se um dos momentos mais notáveis da campanha eleitoral de 2024. Após a agressão, Marçal foi levado a um hospital para atendimento. Datena, por sua vez, expressou que se deixou levar pelas provocações durante o debate.
A equipe de campanha de Datena planeja transformar o ocorrido em uma estratégia política, utilizando a expressão "cadeirada" de forma figurativa. O objetivo é associá-la a temas como "cadeirada na corrupção", "cadeirada no entreguismo" e "cadeirada nos privilégios", buscando reverter a imagem negativa gerada pelo episódio em votos favoráveis nas urnas.