Na quarta-feira, 19 de agosto de 2026, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a comunicação entre a Justiça Eleitoral e o Tribunal de Contas da União (TCU) não caracteriza interferência recíproca. A declaração foi feita durante o painel técnico intitulado "Impactos das Decisões do TCU na Inelegibilidade Eleitoral", realizado na sede do TCU, em Brasília (DF). O evento também contou com a presença do ministro Vital do Rêgo, que preside a Corte de Contas.
Recentemente, no dia 4 de agosto, o TCU apresentou à Justiça Eleitoral uma lista que contém gestores cujas contas foram consideradas irregulares nos últimos oito anos. Esse documento, que inclui mais de 6.100 nomes, tem como objetivo auxiliar as Cortes Eleitorais na análise dos pedidos de candidatura para as eleições de 2026.
Kassio Nunes Marques explicou que a função do TSE é verificar se as condições de inelegibilidade estão presentes, utilizando o trabalho realizado pelo TCU. Ele destacou que a Corte de Contas fornece a "prova técnica" e que o TSE aplica a "sanção política". Nunes Marques enfatizou a importância dessa colaboração, afirmando que existe um modelo harmônico de controle, onde o Tribunal de Contas apresenta evidências de infrações orçamentárias, enquanto a Justiça Eleitoral impõe sanções políticas, garantindo os princípios da moralidade e da gestão adequada.
O presidente do TSE concluiu destacando que a supervisão dos recursos públicos e a manutenção da integridade das eleições são aspectos complementares da democracia. A presença dos presidentes das Cortes de Contas e Eleitoral no painel técnico, Segundo Nunes Marques, transmite uma mensagem clara sobre a importância dessa colaboração entre as instituições.