No dia 20 de agosto de 2026, o senador Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais, anunciou sua intenção de protocolar um requerimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O pedido foi assinado também pelos deputados Cabo Gilberto, do PL da Paraíba, Helio Lopes, do PL do Rio de Janeiro, e Mario Frias, do PL de São Paulo.
A proposta visa apurar se Lulinha utilizou sua influência junto ao governo federal para beneficiar negócios privados. O requerimento sugere a formação de um colegiado misto, composto por 15 senadores e 15 deputados, com um prazo de funcionamento de 90 dias.
Para que a CPMI seja efetivamente instalada, será necessário reunir 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores. Após atingir essa contagem mínima, o requerimento deverá ser lido pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá.
A solicitação para a criação da comissão se baseia em investigações realizadas pela Polícia Federal, que revelaram conversas e reuniões relacionadas à aquisição de medicamentos à base de canabidiol para a rede pública de saúde. A lobista Roberta Luchsinger, segundo a PF, teria enviado uma proposta de contrato ao ex-chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Contudo, esse negócio não avançou.
Em depoimento à Polícia Federal, Roberta Luchsinger mencionou que apresentou Lulinha a Antonio Carlos Camilo Antunes, apelidado de Careca do INSS. No entanto, a lobista enfatizou que o encontro foi meramente social e negou que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha recebido qualquer vantagem econômica ou prestado serviços para que as negociações sobre o fornecimento de canabidiol progredissem.