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A Estratégia de Trump para o Brasil e a Dominação das Américas

Donald Trump manifesta interesse nas riquezas brasileiras, especialmente em terras raras e no setor de etanol. Sua abordagem inclui a imposição de tarifas e...

Donald Trump tem demonstrado um interesse particular pelas riquezas do Brasil, incluindo as terras raras e o setor de etanol. Além disso, ele busca regalias para suas grandes empresas de tecnologia e a eliminação do Pix, que se destaca por ser um sistema gratuito. A nova taxa de 25% sobre produtos brasileiros vai além de meros desejos, refletindo a ambição de Trump em conquistar uma influência significativa na América Latina, especialmente no Brasil, que se recusa a ceder à sua vontade.

Inicialmente, Trump focou em seus vizinhos, México e Canadá, os principais exportadores e importadores de produtos dos Estados Unidos. No entanto, a pressão interna levou-o a recuar em algumas de suas estratégias, como as tarifas aplicadas ao México, e abandonou a ideia de transformar o Canadá no 51º estado americano. Apesar disso, ele mantém uma postura ameaçadora em relação a ambos os países.

Com sucesso moderado, Trump conseguiu avançar na América Central, forçando a reavaliação de contratos com empresas chinesas que operam no Canal do Panamá, uma área que ele acredita que deveria estar sob controle dos Estados Unidos. Sua postura agressiva também se manifestou em ações contra Cuba, um país que, , não representa riscos significativos. No Mar do Caribe, ele iniciou operações militares sob o pretexto de combater o tráfico de drogas, que foram rapidamente encerradas após uma bem-sucedida intervenção na Venezuela, onde Prendeu Nicolás Maduro e assegurou o controle sobre a vice Delcy Rodrigues.

No Sul da América, Trump não precisou de muitos esforços para conquistar o apoio de pelo menos oito dos doze países da região, estabelecendo alianças com postulantes de direita. Restaram, assim, apenas a esquerda representada pelo Uruguai, a Guiana e o Suriname, além do Brasil, que se revela um obstáculo em seus planos.

O Brasil, sendo a décima maior economia do mundo e responsável por 47,5% do PIB da parte Sul, é fundamental para qualquer tentativa de Trump de dominar as Américas. Após a frustração com a primeira rodada de tarifas e sanções em 2022, que visavam reverter a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, Trump tentou se aproximar do presidente Lula, fazendo elogios e oferecendo almoços na Casa Branca.

No entanto, essa estratégia também parece ter efeitos colaterais, contribuindo para o fortalecimento da campanha de Lula, especialmente entre empresários que não apoiam o petista. Esse cenário não é inédito; Trump já ajudou adversários políticos em outros contextos, como no Canadá e na Hungria, e até mesmo no Brasil de Bolsonaro, onde ambos minimizaram a importância das vacinas e promoveram o uso da cloroquina durante a pandemia de Covid-19.

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