Na noite de sábado, 18 de julho de 2026, uma balsa naufragou na costa da Guiana, resultando no salvamento de pelo menos 67 pessoas. O navio, MV Barima, transportava um total de 133 ocupantes, sendo 116 passageiros e 17 tripulantes. As informações foram confirmadas pelo governo local e pela agência de notícias AFP.
Mark Phillips, o primeiro-ministro da Guiana, informou que entre os sobreviventes estão 15 crianças. Até o momento, o governo não confirmou oficialmente nenhuma morte, mas as operações de busca por dezenas de desaparecidos seguem em andamento.
O acidente ocorreu quando a embarcação partiu da capital, Georgetown, às 3h15, com destino à cidade de Port Kaituma. O alerta de emergência foi emitido às 23h01, e a principal hipótese para o naufrágio é que a balsa tenha tombado após ser atingida por uma onda de grandes proporções, conforme declarado pelo ministro do Trabalho, Juan Edghill.
As ações de resgate foram intensificadas durante a madrugada, envolvendo a Guarda Costeira e embarcações civis. Um segundo navio foi enviado para a região, servindo como base médica temporária. A balsa, que possui 87 anos de uso, levava a bordo 250 coletes salva-vidas, além de dois botes rígidos e seis infláveis.
Um dos sobreviventes, Wayne Kitson, de 18 anos, relatou que nadou por cerca de seis horas após o naufrágio. Em entrevista à emissora local Kiskadee Watch, Kitson afirmou que o acidente ocorreu enquanto os passageiros estavam dormindo. Ele sofreu cortes superficiais e expressou preocupação com sua mulher e filha, que também estavam a bordo.
Port Kaituma está localizada na região de Essequibo, que, com 160 mil km², é rica em petróleo. A área é controlada pela Guiana há mais de um século, mas vive sob tensão diplomática com a Venezuela, que reivindica historicamente o território. A rota padrão dos barcos exige uma passagem pelo oceano antes da entrada nos rios da região.