O Amapá manteve a posição de Estado mais violento do Brasil, conforme o Anuário da Segurança Pública, divulgado no dia 23 de julho de 2026 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em 2025, o Amapá apresentou uma taxa de 42,5 mortes violentas para cada 100 mil habitantes, o que representa uma diminuição de 6% em relação ao ano anterior, 2024.
Nos lugares subsequentes do ranking, destacam-se a Bahia, com 36,8 mortes para cada 100 mil habitantes, e o Ceará, que registrou uma taxa de 7,5. Ambas as unidades federativas apresentaram reduções de 10% e 7,5%, respectivamente, em comparação a 2024.
O Brasil, por sua vez, alcançou o menor número de mortes violentas em 13 anos, totalizando 40.775 registros em 2025. Essa marca representa uma queda de 8,2% em relação ao ano anterior e uma redução de 30,1% se comparado a 2012. Em termos de taxa, o país registrou 19,1 mortes violentas a cada 100 mil habitantes, a menor já documentada pelo anuário.
As mortes violentas intencionais incluem homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais, tanto em serviço quanto fora dele. O levantamento apontou uma diminuição em 20 dos 27 estados brasileiros, com as maiores quedas ocorrendo no Amazonas (32,5%), no Rio Grande do Sul (25,7%) e em Mato Grosso (23,2%).
Por outro lado, sete estados apresentaram aumento nas taxas de mortes violentas. O Rio Grande do Norte teve uma alta de 19,6%, seguido pelo Distrito Federal com 5,8%, Mato Grosso do Sul com 4,9% e o Rio de Janeiro com 2,1%.
De acordo com os dados do anuário, a maioria das vítimas de mortes violentas em 2025 foram homens, representando 90,8% do total, e a maior parte das vítimas era composta por pessoas negras, que somaram 79,7%. Além disso, jovens com idades entre 18 e 29 anos corresponderam a 41,6% das vítimas.