A Seleção Argentina conquistou uma vitória convincente de 3 a 0 sobre a Islândia em seu último amistoso antes da Copa do Mundo, o que a levou a assumir a liderança do ranking mundial da Fifa. No entanto, essa conquista não traz boas lembranças, uma vez que a equipe que inicia o Mundial no topo do ranking nunca conseguiu levar o troféu para casa. Essa tendência se repete desde a edição de 1994, quando o ranking começou a ser publicado em 1993.
Historicamente, a Seleção Brasileira ocupou a primeira posição em quatro ocasiões: 1998, 2006, 2010 e 2022, mas não saiu vitoriosa em nenhuma delas. A Argentina, agora no topo, também teve um ciclo de preparação significativo, terminando as Eliminatórias Sul-Americanas na liderança, com uma vantagem de nove pontos em relação ao segundo colocado. Além disso, a equipe conquistou a Copa América de 2024, consolidando seu status como uma das potências do futebol.
Durante o período de preparação para o Mundial, a Albiceleste participou de 39 partidas, obtendo 32 vitórias, quatro empates e três derrotas. Essa performance robusta demonstra a força do time sob a liderança de Lionel Scaloni, que agora se prepara para sua estreia na Copa do Mundo. A Argentina está alocada no Grupo J e enfrentará a Argélia na próxima terça-feira, 16 de junho, seguida de partidas contra a Áustria e a Jordânia.
Analisando o histórico de seleções que lideraram o ranking antes do Mundial, nota-se uma tendência preocupante. Em 1994, a Alemanha era a líder, mas foi eliminada nas quartas de final, enquanto o Brasil se sagrou campeão. Em 1998, o Brasil novamente liderou, alcançando a final, mas perdeu para a França. Em 2002, a França, que estava no topo, não conseguiu passar da fase de grupos, e o Brasil se tornou campeão. O ciclo se repete em edições seguintes, como em 2006, 2010, 2014 e 2018, onde as seleções líderes do ranking não conseguiram conquistar a Copa do Mundo.
Com a Argentina agora no topo, a expectativa é grande, mas o histórico pode ser um sinal de alerta. A equipe precisa não apenas manter o bom desempenho, mas também quebrar a maldição que acompanha os líderes do ranking. A próxima Copa do Mundo será uma oportunidade para a Argentina desafiar essa narrativa e buscar seu lugar entre os campeões.