O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) apresentou um aumento de 1,19% em junho, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira, 10 de julho de 2026. Este resultado representa um acréscimo de 0,83 ponto percentual em relação à alta de 0,36% registrada em maio, sendo a maior variação desde agosto de 2022, se desconsiderarmos o impacto da reoneração da folha de pagamento das empresas do setor em janeiro deste ano.
Nos últimos doze meses, o índice acumulado atingiu 7,26%, superando a taxa de 6,93% do período anterior. Com essa nova alta, o custo médio da construção por metro quadrado passou de R$ 1.953,08 em maio para R$ 1.976,37 em junho. Dentro desse total, R$ 1.114,74 referem-se a materiais, enquanto R$ 861,63 são relativos à mão de obra.
Os materiais, por sua vez, tiveram um aumento de 0,92% em junho, marcando a maior taxa do ano, comparada aos 0,53% de maio. A mão de obra também apresentou um avanço significativo, com alta de 1,55%, a maior registrada em 2026, impulsionada por diversos acordos coletivos realizados recentemente. Em maio, a variação para a mão de obra foi de apenas 0,14%.
No acumulado do primeiro semestre, os custos com materiais subiram 3,39%, enquanto a mão de obra apresentou uma alta de 5,96%. Em termos anuais, os materiais acumularam um aumento de 5,54%, e a mão de obra registrou um crescimento de 9,59%.
A Região Nordeste se destacou com a maior variação mensal entre as cinco regiões do Brasil, apresentando um aumento de 1,45%, influenciado pelos reajustes salariais observados principalmente no Ceará e em Pernambuco. As demais regiões tiveram os seguintes índices: Norte com 0,58%, Sudeste com 1,33%, Sul com 0,86% e Centro-Oeste com 0,91%.
Entre os estados, Pernambuco foi o que registrou a maior alta em junho, com 2,98%, impulsionado por reajustes nas categorias profissionais e pelo aumento dos preços dos materiais. Os estados de Rondônia (2,63%), Ceará (2,52%) e São Paulo (2,34%) também apresentaram variações significativas.