Capitais como Recife e Florianópolis lideram a reconfiguração do mercado nacional, com crescimento expressivo em lançamentos e vendas.
Recife surpreende em 2025 com boom imobiliário, crescendo 57% em lançamentos. A capital pernambucana lidera a descentralização do mercado nacional, ao lado de Florianópolis.
O cenário imobiliário brasileiro passou por uma notável reconfiguração em 2025, marcando uma clara descentralização do crescimento para além do tradicional eixo Rio-São Paulo. Capitais nas regiões Nordeste e Sul emergiram como protagonistas, exibindo um dinamismo surpreendente tanto em novas construções quanto na velocidade de vendas.
Essa mudança de panorama foi evidenciada pelo mais recente relatório da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), elaborado com dados da GeoBrain, que aponta para uma era de maior produtividade e valorização de mercado em diversas cidades do país.
Recife, a capital pernambucana, consolidou-se como a grande revelação positiva de 2025. A cidade demonstrou uma resiliência notável e um apetite de investimento significativamente acima da média nacional.
Os lançamentos imobiliários em Recife dispararam, impulsionando a cidade a subir sete posições no ranking de Valor Geral de Lançamentos (VGL), alcançando a 6ª colocação em nível nacional, um feito impressionante que reflete a confiança dos investidores e a demanda crescente.
Em termos de volume financeiro, o total de lançamentos na capital pernambucana atingiu a marca de R$ 3 bilhões. Este valor representa uma expansão robusta de 57% em comparação com o ano de 2024, sublinhando a intensidade do aquecimento do mercado local. A performance de Recife destaca-se como um estudo de caso de sucesso em um período de desafios econômicos e de juros altos, mostrando a capacidade de adaptação e atração de capital da região.
O Novo Mapa do Investimento Imobiliário
O relatório da ABRAINC não apenas celebra o desempenho de Recife, mas também sinaliza um novo mapa para o investimento imobiliário no Brasil. A tendência de crescimento em cidades fora dos grandes centros históricos sugere que fatores como qualidade de vida, desenvolvimento de infraestrutura local e a busca por custos de vida mais acessíveis estão impulsionando a demanda e a oferta em regiões antes consideradas secundárias.
Florianópolis, no Sul, é outra capital que acompanha essa tendência, consolidando a percepção de que o mercado nacional está se tornando mais diversificado e geograficamente distribuído.
Esse movimento representa uma oportunidade para desenvolvedores e investidores explorarem novos mercados, ao mesmo tempo em que oferece aos consumidores mais opções de moradia e investimento em diferentes partes do país. A capacidade de cidades como Recife de absorver investimentos e gerar valor demonstra a vitalidade de economias regionais e a importância de políticas de desenvolvimento urbano que incentivem o crescimento sustentável.
O boom imobiliário nessas capitais não é apenas um reflexo de números, mas de uma transformação econômica e social mais ampla.