Comissão de Assuntos Econômicos do Senado formaliza grupo de trabalho para fiscalizar supostas fraudes e operações irregulares.
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) criou um grupo para fiscalizar as investigações sobre as supostas fraudes do Banco Master, buscando proteger a economia nacional.
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal instituiu um grupo de trabalho dedicado a acompanhar de perto as investigações relacionadas ao Banco Master. A formalização da medida ocorreu nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, por meio da Instrução Normativa n° 1/2026, assinada pelo presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL).
A criação do grupo reflete a preocupação do Senado com as supostas irregularidades financeiras.
As investigações em curso focam em operações consideradas irregulares pelo Banco Master, destacando-se uma alegada fraude na venda de carteiras de crédito da instituição para o Banco de Brasília (BRB), em um montante que alcança R$ 12,2 bilhões. Diante da gravidade da situação, o Banco Central já havia determinado, em novembro do ano anterior, a liquidação extrajudicial do Master, sublinhando a urgência da fiscalização parlamentar.
Em suas plataformas digitais, o senador Renan Calheiros enfatizou o compromisso da CAE: “A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado vai acompanhar de perto as fraudes do Banco Master, uma das maiores da história. O Senado não se curva a abusos do sistema financeiro. Vamos fiscalizar, cobrar explicações e proteger a economia do país sem blindar quem quer que seja, esteja onde estiver”. A declaração reforça a postura fiscalizadora do parlamento frente a grandes crises financeiras.
Composição e Atribuições do Grupo
O grupo de trabalho será composto por um colegiado de senadores, incluindo Alessandro Vieira (MDB-SE), Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amim (PP-SC), Fernando Farias (MDB-AL), Leila Barros (PDT-DF) e Randolfe Rodrigues (PT-AP). A diversidade partidária busca assegurar uma abordagem abrangente e apartidária na apuração dos fatos.
De acordo com a instrução normativa que o criou, o grupo terá amplos poderes para atuar. Entre suas prerrogativas estão a capacidade de apresentar requerimentos para a convocação de autoridades e pessoas diretamente envolvidas nas investigações, solicitar formalmente informações a órgãos públicos e privados, e elaborar propostas legislativas que possam surgir como resultado das apurações, visando aprimorar a regulamentação do sistema financeiro nacional e evitar futuros casos semelhantes.
A iniciativa da CAE demonstra a determinação do Senado em exercer seu papel de fiscalização sobre o sistema financeiro, buscando transparência e responsabilização em casos de grande impacto econômico. O acompanhamento das investigações do Banco Master representa um passo importante para a proteção da economia e a confiança nas instituições financeiras do país.