Carlos Alberto Parreira, de 83 anos, foi submetido a uma traqueostomia nesta terça-feira, dia 7. O procedimento, que consiste na criação de uma abertura no pescoço para a inserção de uma cânula, visa facilitar a ventilação artificial. O ex-treinador da seleção brasileira permanece internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro, sem previsão de alta.
De acordo com o boletim médico, Parreira continua sedado e em diálise. Seu estado de saúde, embora grave, é considerado estável. Ele está hospitalizado desde o dia 16 de junho, quando foi internado devido a uma inflamação pulmonar. No dia 27 do mesmo mês, passou por uma cirurgia para conter um sangramento nasal, que ocorreu após uma piora em seu quadro clínico, necessitando de aparelhos para respirar.
Após a cirurgia, Parreira conseguiu voltar a respirar sem suporte, mas teve um novo agravamento no início deste mês. Na última sexta-feira, dia 3, ele voltou a ser sedado e a depender de aparelhos respiratórios. O comprometimento de sua função renal levou à necessidade de hemodiálise.
Em 2024, o ex-técnico havia iniciado tratamento com quimioterapia para um linfoma de Hodgkin. Parreira é uma figura central na história do futebol brasileiro, tendo integrado a comissão técnica da seleção campeã mundial em 1970 como preparador físico sob a direção de Zagallo. Seu retorno à seleção ocorreu na Copa de 2006, onde atuou como treinador, com Zagallo como auxiliar.
Além de conquistar o tetracampeonato em 1994, Parreira também participou da comissão técnica durante a Copa do Mundo de 2014, sob o comando de Luiz Felipe Scolari. O ex-treinador dirigiu ainda quatro seleções em Copas do Mundo: Kuwait em 1982, Emirados Árabes Unidos em 1990, Arábia Saudita em 1998 e África do Sul em 2010.
Recentemente, Parreira esteve envolvido na apresentação de Carlo Ancelotti na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em um vídeo gravado nos Estados Unidos, onde deu as boas-vindas ao novo técnico da seleção brasileira.