A China tem como objetivo elevar a taxa de reciclagem e reaproveitamento de resíduos domésticos urbanos para mais de 76% até o final de 2030. Essa meta foi apresentada pelo Ministério da Habitação e Desenvolvimento Urbano-Rural da China, que também anunciou a continuidade de esforços em 2023 para promover a separação e redução do volume de resíduos, bem como garantir o reaproveitamento e o descarte seguro.
Além da meta de reciclagem, o ministério enfatizou a necessidade de aprimorar a base regulatória e a gestão de materiais recicláveis, com foco no aumento dos índices de coleta. Nos últimos dez anos, a China tem avançado significativamente nessa área, por meio de programas-piloto e projetos demonstrativos que abrangem praticamente todas as comunidades residenciais em 297 cidades de nível de prefeitura ou superior.
Essas cidades implementaram 199 normas e regulamentos locais sobre a separação de resíduos, e mais de 100 padrões técnicos foram desenvolvidos para apoiar essas iniciativas. Com relação à infraestrutura, até o fim de 2025, a China planeja contar com 1 mil unidades de aproveitamento energético de resíduos, totalizando uma capacidade de processamento de 1,18 milhão de toneladas por dia.
Em 15 regiões de nível provincial, incluindo Pequim, Zhejiang e Shandong, a prática de enviar resíduos domésticos não tratados para aterros foi completamente eliminada, demonstrando um compromisso com a gestão sustentável de resíduos. O ministério reconhece que esses esforços são fundamentais para alcançar a meta ambiciosa de 76% de reciclagem até 2030.
Com essas ações, a China se posiciona como um líder em reciclagem e gestão de resíduos, refletindo um esforço contínuo para enfrentar os desafios ambientais e promover um futuro mais sustentável para suas cidades.