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Continente em Risco

Ameaças autoritárias de Donald Trump nos EUA reverberam na América Latina, minando a democracia e os direitos humanos, segundo relatório da Human Rights Watch.

Ações autoritárias de Donald Trump nos EUA e no Caribe estão impulsionando a deterioração da democracia e dos direitos humanos na América Latina, alerta a Human Rights Watch.

A América Latina enfrenta uma crescente ameaça à sua estabilidade democrática e ao respeito pelos direitos humanos, um cenário agravado pela postura e pelas políticas do governo de Donald Trump nos Estados Unidos. De acordo com um relatório recente da Human Rights Watch (HRW), as ações autoritárias de Washington, tanto internas quanto externas, estão criando um ambiente propício para a disseminação de práticas antidemocráticas em diversos países do continente.

A organização aponta para uma deterioração das bases institucionais e um aumento das violações, com um impacto direto na vida dos cidadãos.

Um dos pontos mais críticos levantados pela HRW é a “caça explícita e ilegal” promovida pelo governo dos EUA a supostos traficantes em embarcações no Caribe. Essa operação, que resultou na morte violenta de mais de uma centena de pessoas sem identificação, investigação ou julgamento, serve como um perigoso precedente.

O presidente Donald Trump é apontado como o “mentor e mandante” dessas ações, que demonstram um menosprezo pelo direito internacional e incentivam atos autoritários em nações latino-americanas, como se houvesse um respaldo tácito para tais práticas.

Juanita Goebertus, diretora da Human Rights Watch, ressalta que a “influência indiscutivelmente negativa” do governo Trump e suas políticas anti-imigratórias, incluindo cortes no financiamento de organismos globais de apoio aos direitos humanos, têm repercussões severas. A aceitação por parte da Costa Rica e do Panamá em deter estrangeiros deportados pelos EUA é um sintoma claro da deterioração democrática nesses países. Além disso, violações graves já existentes em Cuba, Nicarágua e Venezuela são exacerbadas pela conduta da Casa Branca, ampliando os riscos de uma contaminação autoritária pela região.

Consequências Diretas no Continente

Em países como Equador, Peru e El Salvador, os últimos meses testemunharam o fechamento ou a redução drástica do financiamento de organizações de direitos humanos por seus respectivos governos, um efeito provável das decisões semelhantes tomadas por Trump. Paralelamente, o aumento da violência policial e das violações de direitos humanos, como prisões arbitrárias, torturas e desaparecimentos, tem se tornado uma realidade mais frequente.

Esses crimes de poder crescem impulsionados pela percepção de uma cobertura por parte de uma das maiores potências econômicas e bélicas do planeta, tornando o continente “mais vil e menos democrático” pouco mais de um ano após o retorno de Donald Trump à Casa Branca.

A adesão automática de governos como os da Argentina, Equador, Panamá, Paraguai e Chile em favor de um ataque dos EUA para a captura de Nicolás Maduro na Venezuela revela um grau de alinhamento preocupante. Essa postura corrobora o tom do relatório da HRW, que destaca a violência como modo operante de um presidente eleito democraticamente.

A política de violência e intolerância de Trump, especialmente contra imigrantes, dissemina uma mensagem de endurecimento de regimes à margem da legalidade constitucional e do ambiente internacional. A vulnerabilidade latino-americana pode ser explorada, com a conquista de aliados enfraquecendo a democracia onde essa influência for exercida.

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