A Coreia do Norte manifestou sua intenção de expandir tanto em qualidade quanto em quantidade seu arsenal nuclear, além de modernizar as Forças Armadas. A informação foi divulgada pela agência estatal KCNA na sexta-feira, 10 de julho de 2026, após uma reunião da Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia, realizada na quinta-feira, 9 de julho de 2026.
Durante o encontro, o líder Kim Jong-un destacou a importância de um "exército forte" para a segurança nacional e enfatizou a necessidade de enfrentar ameaças externas. A comissão ratificou a decisão de fortalecer a capacidade nuclear do país, aprovando iniciativas focadas no desenvolvimento e na ampliação do arsenal.
A modernização da infraestrutura militar também foi um ponto central da discussão, com planos para acelerar a construção de novas bases navais. A KCNA informou que essas ações fazem parte de um esforço mais amplo para padronizar e atualizar as estruturas de defesa.
No início de julho, Kim Jong-un supervisionou testes de armas do destróier Kang Kon, um navio de 5.000 toneladas que havia passado por reparos após um acidente durante o lançamento anterior. Na ocasião, o líder norte-coreano afirmou que a Marinha do país será equipada com armamento nuclear.
Esse anúncio ocorre em um contexto de impasse diplomático que se intensificou após o fracasso da cúpula entre Kim e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 2019. A Coreia do Norte sustenta que seu programa nuclear é uma forma de dissuasão contra ameaças dos Estados Unidos e da Coreia do Sul.
Atualmente, o país enfrenta sanções internacionais que estão relacionadas ao desenvolvimento de armas nucleares. As relações entre as duas Coreias permanecem tensas, uma vez que continuam tecnicamente em guerra desde o conflito que ocorreu entre 1950 e 1953, encerrado por um armistício.