O mais recente levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelou que o Nordeste experimentou um aumento de 1,14 milhão de eleitores desde 2022, totalizando 43,53 milhões. Em contrapartida, o Sudeste viu uma redução de 378.090 votantes, mantendo, ainda assim, a posição de maior colégio eleitoral do país, com 66,33 milhões de cidadãos aptos a votar em outubro.
A diferença no crescimento do ELEITORADO entre as regiões está relacionada a aspectos demográficos. A população nordestina é composta, em sua maioria, por jovens e famílias com maior número de filhos, enquanto No Sudeste, a faixa etária média é mais elevada. Esta situação acentua a tendência de crescimento no Nordeste, que também se reflete nas preferências políticas da região.
O aumento de eleitores no Nordeste pode beneficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sua tentativa de reeleição, uma vez que a região tem uma inclinação histórica por candidatos da esquerda. No segundo turno das eleições de 2022, Lula conquistou 69,34% dos votos nordestinos, em contraste com Jair Bolsonaro (PL), que obteve 30,66%.
Por outro lado, a diminuição do ELEITORADO No Sudeste pode prejudicar Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência. A região, que geralmente apoia pautas conservadoras, viu a votação de Lula na última eleição cair para 45,74%, enquanto Bolsonaro ficou com 54,26% dos votos válidos.
Outras regiões do Brasil, como Centro-Oeste, Norte e Sul, também apresentaram um crescimento no número de eleitores em relação a 2022, mas em menores proporções. O total de eleitores no Brasil chega a 158.745.463, incluindo 918.876 brasileiros vivendo no exterior, um número que cresceu 359% desde 2010, quando eram 200.392.
A queda no número de eleitores No Sudeste é especialmente notável em São Paulo, onde o número de votantes passou de 34,7 milhões, refletindo um envelhecimento da população. Atualmente, 23,6% dos eleitores têm 60 anos ou mais, o que representa o maior percentual dessa faixa etária na história. Em 2010, apenas 15,3% dos votantes estavam nesta faixa etária, e esse número subiu para 21,0% em 2022.