
Estudantes da rede estadual sofreram ameaças dos gestores de suas escolas nesta terça-feira (1º) por terem participado da audiência pública para cobrar esclarecimentos do secretário de Educação, Gilson Monteiro, no auditório da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A questão foi levada aos deputados, que repudiaram o comportamento dos diretores.
Os alunos encaminharam os áudios e mensagens de texto com evidências dos ataques para a deputada estadual Dani Portela (PSOL), que apresentou o caso à Assembleia. “Ao meu ver, isso é coação e ameaça”, disparou a parlamentar.
As ameaças partiram do gestor da Escola Técnica Miguel Batista, do Recife, que ligou para os alunos mandando que retirassem o fardamento para não prejudicar a imagem da escola e do seu cargo; e da nutricionista da Escola Augusto Severo, de Jaboatão dos Guararapes, que mandou áudios “aos gritos” para os estudantes por terem denunciado a qualidade da merenda servida.
O deputado estadual Waldemar Borges (PSB), que presidia a audiência, afirmou que a atitude é “fascista” e uma “afronta à democracia”, e garantiu que o Legislativo vai “travar qualquer questão da Secretaria de Educação enquanto isso não for apurado”.
O secretário Gilson Monteiro repudiou o ocorrido e disse que o caso será investigado para que as medidas administrativas e disciplinares sejam aplicadas. “Qualquer medida tomada por gestor, gerente regional ou secretários-executivos que não estejam atreladas ao que a comunidade escolar precisa e a construção coletiva que pensamos, está fora do padrão. Está registrado, vamos apurar para abrir os processos administrativos e disciplinares, escutar o gestor e os estudantes que tiveram esse cerceamento”, afirmou.

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