Em maio de 2024, enchentes devastadoras no Rio Grande do Sul resultaram na destruição ou danos significativos em 271.525 domicílios, conforme estimativas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os dados foram revelados pela PEERS (Pesquisa Especial sobre as Enchentes no Rio Grande do Sul) na quarta-feira, 1º de julho de 2026.
A pesquisa identificou que nas áreas mais afetadas existiam aproximadamente 2,3 milhões de domicílios. Deste total, 81.272 (3,5%) foram considerados destruídos, enquanto 190.253 (8,2%) foram classificados como muito danificados. Além disso, mais da metade dos domicílios, 53,2%, sofreu algum tipo de dano estrutural devido às enchentes, sendo que a categoria mais comum foi a de imóveis com “pouco dano”, que representou 32,4% dos casos. Em 46,8% das situações, não houve qualquer dano à estrutura.
Após as enchentes, uma mudança de endereço foi adotada por 14,6% dos residentes, e entre aqueles que se mudaram, 37,9% indicaram que a decisão foi motivada pelo desastre climático. O impacto das enchentes foi sentido por 6,3 milhões de pessoas, o que equivale a 56,3% da população do Rio Grande do Sul.
Durante o período do desastre, 4,2 milhões de pessoas (66,8%) residiam em lares com renda mensal de até R$ 5.000. A pesquisa também revelou que 24,9% dos atingidos, cerca de 1,5 milhão de indivíduos, encontraram-se em condições de vida inferiores às que tinham antes das enchentes. Por outro lado, 17,3%, o que representa cerca de 1 milhão de pessoas, relataram melhorias nas condições de seus domicílios desde o evento.
A coleta de dados ocorreu entre 15 de setembro de 2025 e 27 de fevereiro de 2026, abrangendo 133 municípios gaúchos. Essa pesquisa foi a primeira do IBGE realizada exclusivamente por meio de entrevistas telefônicas assistidas por computador.