O registro manuscrito da entrada de Luiz Fernando da Costa, amplamente conhecido como Fernandinho Beira-Mar, na Penitenciária Federal de Catanduvas, localizada no Paraná, foi um dos principais itens expostos durante as comemorações dos 20 anos da Polícia Penal Federal (PPF), realizadas no dia 23 de junho. Este documento marca a inclusão do traficante como o primeiro preso do Sistema Penitenciário Federal do Brasil.
Beira-Mar tornou-se o preso nº 1 do sistema ao ser transferido para a unidade federal em 18 de julho de 2006, momento que ficou registrado como um marco na história do sistema penitenciário do país, criado para isolar lideranças criminosas de alta periculosidade. O documento, que faz parte do acervo histórico da PPF, apresenta em suas páginas manuscritas os primeiros registros de movimentação de presos na recém-criada penitenciária.
Na sequência do evento, foi exibido um registro datado de 19 de julho de 2006, que documenta a entrada de Beira-Mar na Penitenciária Federal de Catanduvas. Além disso, o documento também menciona a transferência do detento para a Penitenciária Federal de Campo Grande, que ocorreu em 25 de julho de 2007, pouco mais de um ano após sua chegada à unidade.
Durante a cerimônia, a Polícia Penal Federal apresentou ainda uma nova identidade visual, incluindo uniformes na cor verde e viaturas remodeladas. Os itens expostos incluíam a primeira apostila de formação dos servidores, distintivos históricos e a placa da primeira turma de formação, assim como uma demonstração da evolução dos uniformes e armamentos utilizados ao longo dos anos.
O início dos anos 2000 foi marcado por uma série de rebeliões nos sistemas penitenciários, evidenciando os desafios enfrentados pelo poder público no combate à violência promovida por facções criminosas. Entre os eventos significativos, destacam-se o massacre de 27 detentos no Presídio Urso Branco, em Rondônia, em 2002, e a morte de 31 presos na Casa de Custódia de Benfica, no Rio de Janeiro, em 2004.
A criação das Penitenciárias Federais ganhou impulso após os ataques coordenados por uma facção criminosa em São Paulo, em 2006, que resultaram na morte de 59 agentes de segurança e em rebeliões simultâneas em 74 unidades prisionais. A inauguração da Penitenciária Federal de Catanduvas ocorreu naquele mesmo ano, estabelecendo um novo modelo para o sistema penitenciário.