O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, fez declarações sobre sua situação na Polícia Federal durante uma entrevista ao portal Metrópoles. Ele afirmou que a decisão do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, sobre sua demissão será impactada por questões políticas. A Polícia Federal concluiu recentemente um relatório do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que recomenda a sua demissão, após constatar faltas injustificadas que configuraram abandono de função.
Eduardo já havia enfrentado consequências por abandono de função, que resultaram na cassação de seu mandato como deputado federal em dezembro de 2025, por decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta, do Partido Republicano da Paraíba. A expectativa agora é que Lima e Silva tome uma decisão sobre a demissão do ex-congressista, que, , depende do apoio do ministro da Justiça. Ele enfatizou que se não houver a demissão dele, quem poderá ser afetado é o próprio ministro.
Durante a entrevista, Eduardo mencionou que vive nos Estados Unidos desde o final de fevereiro de 2025, alegando estar sob uma “perseguição política” que atinge sua família. Ele expressou o desejo de retornar ao Brasil, afirmando que aguarda condições favoráveis para isso, e comentou sobre a expectativa de viver uma anistia no país.
Caso retorne ao Brasil, Eduardo enfrentará as consequências de uma condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo. Ele foi acusado de pressionar ministros da Corte enquanto atuava nos EUA, em relação à ação penal contra Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre pena em prisão domiciliar.
Após a cassação de seu mandato, a Polícia Federal deu início ao PAD, considerando que, sem a vaga no Congresso, Eduardo deveria retornar ao seu cargo de escrivão. A decisão pela demissão foi tomada após a constatação de que ele não retornou ao trabalho.
No dia 20 de julho de 2026, Eduardo revelou que obteve um green card do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, do Partido Republicano. Esse documento garante a ele a permanência nos EUA por tempo indeterminado, o direito de trabalhar e acesso a benefícios de saúde estaduais, embora não assegure a cidadania americana ou o direito de voto.