No último sábado (1º de agosto de 2026), autoridades da Espanha iniciaram a instalação de uma barreira flutuante de 500 metros na fronteira entre a cidade autônoma de Ceuta e Marrocos. O objetivo da medida é impedir uma nova onda de migração de pessoas em direção ao território espanhol. A colocação das boias começou às 7h50 (horário local), no quebra-mar de Tarajal, que é um dos principais pontos de travessia para migrantes rumo a Ceuta.
O sistema de boias foi projetado para flutuar entre 30 e 70 centímetros acima da superfície da água, estendendo-se por pelo menos 1 metro abaixo. Essa ação foi motivada pela recente entrada de cerca de 50.000 marroquinos no território espanhol, que resultou em pelo menos 72 mortes durante a tentativa de travessia.
Imagens divulgadas nas redes sociais no dia seguinte à instalação mostraram a nova barreira, que busca reforçar a segurança na região. A situação na fronteira tem sido crítica, com mais de 48.000 migrantes já retornando ao Marrocos, enquanto cerca de 400 pessoas ainda se recusam a voltar.
O jornalista Carlos Barragán relatou que os migrantes que permaneceram em Ceuta enfrentam condições precárias, dormindo em pedaços de papelão e apresentando machucados nos pés, resultado das dificuldades enfrentadas durante a travessia.
A instalação da barreira flutuante reflete a crescente preocupação das autoridades espanholas com a migração irregular e as consequências trágicas que frequentemente acompanham essas tentativas de atravessar a fronteira entre Ceuta e Marrocos.