Na quinta-feira, 13, o Departamento de Estado dos Estados Unidos refutou a ideia de que o governo americano tenha um plano para obstruir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração surgiu após integrantes do governo Lula expressarem preocupações sobre a suposta intenção do secretário de Estado, Marco Rubio, de dificultar a permanência do presidente brasileiro no poder.
Uma fonte não identificada do Departamento de Estado esclareceu que essa percepção não condiz com a realidade, reiterando que os EUA respeitarão qualquer governo escolhido pelo povo brasileiro em um processo eleitoral considerado livre e justo. A autoridade enfatizou a importância da relação entre Brasil e Estados Unidos, sem mencionar diretamente Marco Rubio.
A expressão “eleições livres e justas” já havia sido utilizada anteriormente pelo governo de Donald Trump em contextos semelhantes. No Brasil, o sistema eleitoral é visto como seguro, com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garantindo a integridade das urnas eletrônicas.
As preocupações sobre a posição dos EUA em relação à reeleição de Lula foram intensificadas após a divulgação de um vídeo pelo governo Trump, que afirmava que a influência dos Estados Unidos sobre a América não seria questionada novamente. Atualmente, Brasil e Estados Unidos enfrentam uma crise diplomática, que se agrava à medida que se aproximam as eleições presidenciais brasileiras, agendadas para os primeiros e terceiros finais de semana de outubro.
Outro fator de tensão nas relações entre os dois países são os aumentos sucessivos nas tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros. Marco Rubio, figura de destaque no segundo mandato de Donald Trump, é visto como um dos responsáveis por uma nova fase da Doutrina Monroe, que visa fortalecer a influência americana no Hemisfério Ocidental.
Especialistas apontam Rubio como um elemento central na crise atual entre Brasil e Estados Unidos, dado seu histórico de críticas públicas a Lula e sua postura mais rigorosa em relação ao Brasil. A estratégia do governo Trump inclui a aproximação com países da América Latina que se alinham ideologicamente aos seus interesses, buscando reduzir a influência de Rússia e China na região, o que coloca o Brasil em uma posição singular como o principal país governado pela esquerda na área.