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EUA fazem novo ataque no Pacífico e matam dois em barco suspeito

Operação Lança do Sul intensifica campanha antidrogas e gera debate sobre legalidade de ações.

Os EUA realizaram um novo ataque no Pacífico, matando duas pessoas em embarcação suspeita de tráfico de drogas, intensificando a Operação Lança do Sul.

Os Estados Unidos realizaram, na última quinta-feira (5), um novo ataque no Oceano Pacífico contra uma embarcação suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, resultando na morte de duas pessoas. A ação, confirmada pelo Comando Militar dos EUA para a América Latina e o Caribe, ocorreu em águas próximas à costa da Colômbia e foi justificada pela navegação do barco em rotas conhecidas do narcotráfico no Pacífico Oriental.

Um vídeo divulgado pelo Comando Sul dos EUA mostrou a explosão da embarcação em chamas, com os falecidos sendo classificados como “narcoterroristas”.

Este incidente marca uma escalada na chamada Operação Lança do Sul, uma campanha militar dos EUA iniciada em setembro de 2025. Desde então, ao menos 128 pessoas foram mortas e 37 embarcações destruídas em ações semelhantes.

O ataque recente é o segundo registrado em 2026, seguindo uma operação em 23 de janeiro, também no Pacífico. A intensificação dessas ofensivas ocorre após o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarar que traficantes importantes estariam suspendendo atividades devido à eficácia dos ataques no Caribe.

A administração Trump defende essas operações como uma resposta necessária a um “conflito armado” contra cartéis na América Latina, apesar da ausência de provas públicas que liguem diretamente as embarcações atingidas ao tráfico. Contudo, a legalidade da campanha tem sido amplamente questionada. Especialistas e representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) classificaram as ações como execuções extrajudiciais e graves violações das leis dos conflitos armados, gerando um intenso debate internacional e doméstico.

Críticas e Desafios Legais à Operação

A controvérsia em torno da Operação Lança do Sul ganhou um novo capítulo com o primeiro processo judicial público contra o governo federal dos EUA. Familiares de dois cidadãos de Trindade e Tobago, mortos em um ataque em outubro de 2025, descreveram a ação como um crime de guerra e parte de uma campanha militar “sem precedentes e manifestamente ilegal”.

Este processo pode testar a base jurídica utilizada por Washington para justificar os bombardeios e as mortes.

O contexto diplomático também é complexo. O presidente colombiano, Gustavo Petro, visitou Washington recentemente para um encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, após semanas de atritos.

Petro criticou a intervenção militar americana na Venezuela, que viu a captura de Nicolás Maduro em janeiro, enquanto Trump acusou o líder colombiano de permitir o tráfico de drogas. A relação, embora tensa, foi descrita como “melhor” na véspera do encontro, mas os ataques no Pacífico adicionam mais uma camada de complexidade à dinâmica regional.

A continuidade dessas operações sem clareza jurídica e com críticas internacionais persistentes sugere um cenário de crescente instabilidade e questionamentos sobre as táticas de combate ao narcotráfico.

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