Conhecida por sua expansão e patrocínio ao Palmeiras, a holding viu seu patrimônio evaporar após a tentativa de aquisição do controverso Banco Master.
A Fictor Holding, outrora símbolo de sucesso e patrocinadora do Palmeiras, entrou em Recuperação Judicial após sua tentativa de comprar o Banco Master.
A história do mercado financeiro brasileiro está repleta de reviravoltas, mas poucos eventos recentes chocaram tanto quanto a inesperada derrocada da Fictor Holding. Antes vista como um conglomerado em ascensão, com uma imagem de sucesso consolidada, patrocínio ao Palmeiras e forte presença em diversos setores do país, a holding se viu arrastada para um pedido de Recuperação Judicial em sua parte financeira.
O catalisador dessa queda vertiginosa? A tentativa de aquisição do controverso Banco Master.
O Banco Master, por sua vez, já carregava um histórico de controvérsias e uma notável capacidade de “destruição de riquezas”, como apontam analistas. No futuro, sua trajetória será lembrada não apenas pela tentativa de compra pelo BRB, que quase comprometeu um conglomerado que almejava estar entre os 10 maiores do Brasil, mas também pela gestão de Daniel Vorcaro. Vorcaro é acusado de ter consumido “12 bilhões” de investidores incautos e de ter sobrecarregado o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em mais de R$ 50 bilhões, apesar de sua contribuição associativa ser inferior a R$ 1 bilhão.
A Queda Após a Tentativa de Aquisição
Foi nesse cenário de incertezas que a Fictor Holding, em parceria com um fundo de investimentos árabe, surgiu como uma possível salvadora do Banco Master. O anúncio da negociação, que parecia prometer um novo capítulo para ambas as instituições, rapidamente se transformou em um pesadelo para a Fictor.
Em apenas dois meses após a divulgação da intenção de compra, a holding viu sua saúde financeira se deteriorar de forma alarmante.
O impacto foi devastador: o patrimônio financeiro da Fictor evaporou em impressionantes R$ 4 bilhões. A confiança dos clientes, que antes era um pilar para a empresa, foi abalada, resultando em saques em massa que esvaziaram o caixa da holding e inviabilizaram suas operações.
Diante da crise e da iminência do colapso, não restou alternativa senão recorrer à Recuperação Judicial para sua divisão financeira, um passo drástico para uma empresa que ostentava prosperidade.
A ironia da situação reside no contraste entre o passado