RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Filme de Brasília explora mistérios da capital em festival pernambucano

O longa 'Mapas', que representa o Distrito Federal, investiga locais abandonados e enigmáticos de Brasília, competindo na Mostra Competitiva do 30° Cine PE....
Beta Rangel em Mapas, longa-metragem do Distrito Federal — Foto: 1 de 1 Beta Ran

Recife (PE) – Em meio à arquitetura icônica de Brasília, projetada por Oscar Niemeyer, existem espaços misteriosos que evocam a história e a memória da capital federal. O filme 'Mapas', oriundo do Distrito Federal, traz à tona essas questões ao competir na Mostra Competitiva de Longas-metragens do 30° Cine PE. A obra utiliza uma linguagem que mescla suspense e elementos do terror fantasmagórico para explorar esses locais abandonados.

A narrativa do longa se concentra em três pontos significativos: as “Ruínas da UnB”, que são os restos da construção inacabada da Escola Superior de Guerra, nas proximidades da Universidade de Brasília; o Lago Paranoá, que simboliza a divisão entre o passado e o futuro dos personagens; e a Vila Amaury, um dos primeiros assentamentos dos construtores candangos, que foi inundada para a construção da barragem que formou o lago artificial.

As Ruínas da UnB são um exemplo emblemático, abandonadas há mais de 40 anos. A construção foi iniciada na década de 1960, mas paralisada em 1970, durante o governo do general Ernesto Geisel. O local, que acabou se tornando um ponto de queixa para os moradores da área, está tomado pelo mato e apresenta infiltrações, buracos no teto e ferragens expostas, refletindo o descaso ao longo dos anos.

A trama do filme se desenvolve em torno de dois estudantes que seguem as trilhas deixadas por uma cicloativista desaparecida há mais de um ano. Ao seguirem os mapas que ela deixou, os protagonistas se deparam com diversos Mistérios e Memórias dos que ajudaram na construção de Brasília há mais de 60 anos. O diretor Rafael Lobo destaca que o filme busca mostrar que existem outras rotas e espaços que se revelam ao longo da investigação, trazendo mais perguntas do que respostas.

Lobo também menciona que a proposta do filme é criar uma narrativa elíptica, onde tanto os personagens quanto o público são convidados a traçar seus próprios mapas, refletindo sobre suas histórias e traumas. O longa promete provocar uma reflexão sobre a identidade e a memória coletiva da capital federal, utilizando a rica paisagem urbana como pano de fundo para suas inquietações.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.