Flávio Bolsonaro, em reunião com Donald Trump no Salão Oval, reiterou compromissos que já havia expressado anteriormente durante um encontro de conservadores em Dallas, Texas, no final de março. O senador afirmou que, caso seja eleito presidente do Brasil, o país se tornará um aliado dos Estados Unidos, promovendo acordos comerciais que atendam aos interesses de ambas as nações. O encontro ocorreu em um momento em que Flávio estava acompanhado de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, e Paulo Figueiredo, assessor de Eduardo e neto do último general presidente do Brasil, João Baptista Figueiredo.
Durante uma coletiva de imprensa realizada em uma casa de eventos, Flávio limitou as perguntas dos jornalistas a assuntos relacionados à reunião. Um membro de sua equipe informou que qualquer indagação sobre outros temas resultaria na suspensão da entrevista. Quando questionado sobre o “Caso Master”, Flávio interrompeu o repórter, afirmando que já havia se manifestado sobre o assunto e não tinha mais esclarecimentos a dar.
Na conversa com Trump, Flávio mencionou que, se eleito em 2027, o Brasil estabelecerá uma forte parceria com os Estados Unidos e buscará formar alianças com países da América Latina que compartilhem objetivos comuns de segurança territorial. Ele enfatizou a necessidade de classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, defendendo a libertação de pessoas sob o controle de facções criminosas por meio de acordos com diversas nações.
Flávio argumentou que o Brasil precisa de colaborações estratégicas que promovam o enriquecimento da população, a geração de empregos e a atração de investimentos e tecnologia, afastando-se de alinhamentos com regimes autoritários. Ele ainda posicionou o Brasil como a “única alternativa real à China para um mundo livre”.
O dia foi intenso para Flávio, que, após confirmar a reunião em cima da hora, chegou ao local com uma camisa da Seleção Brasileira para presentear Trump, mas não conseguiu levar o item ao Salão Oval devido a restrições de segurança. Antes de iniciar a conversa, Flávio aguardou um período considerável até ser chamado. Trump também demonstrou interesse pela situação de saúde de Jair Bolsonaro, questionando sobre detalhes da prisão domiciliar do ex-presidente. Após a reunião, Flávio retornará ao Brasil, sentindo-se cumprido com a missão, embora os resultados futuros dessa conversa permaneçam incertos.