A relação de Infantino com Trump não é recente. Em 5 de novembro de 2025, durante uma entrevista no American Business Forum em Miami, o presidente da Fifa descreveu Trump como “um amigo muito próximo” e defendeu publicamente sua agenda política. Em 19 de fevereiro de 2026, Infantino participou da inauguração do Board of Peace, uma iniciativa associada a Trump, e foi visto usando um boné com o slogan MAGA (Make America Great Again), fazendo referência aos mandatos do ex-presidente.
A poucos dias do início da Copa, a Fifa enfrentou sua primeira controvérsia envolvendo o país-sede. O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan teve sua entrada nos Estados Unidos negada pelo governo Trump, resultando em sua exclusão da competição. A Fifa declarou que não se envolve em questões migratórias dos países-sede e foi informada de que a situação do árbitro não teria solução.
Em 16 de junho, Infantino visitou o vestiário da seleção do Irã após o empate com a Nova Zelândia. O técnico Amir Ghalenoei aproveitou a oportunidade para expressar suas preocupações sobre a condução do caso Balogun, o que gerou críticas de federações europeias e ampliou a pressão sobre o presidente da Fifa.
Durante a repercussão desse episódio, Infantino reiterou a proposta de aumentar o número de seleções na Copa do Mundo para 64 a partir de 2030, uma ideia que gera divisões entre as federações e entidades do futebol.
No dia 15 de julho, a ONG britânica FairSquare apresentou uma representação ao Comitê Olímpico Internacional (COI) contra Infantino, acusando-o de violar normas de neutralidade política devido ao seu apoio público a Trump, citando episódios como suas declarações em favor do presidente e a condução do caso Balogun.
Ao longo da competição, o presidente da Fifa manteve uma intensa atividade nas redes sociais, compartilhando conteúdos sobre jogos, encontros com líderes e os bastidores do Mundial. Infantino também afirmou ter percorrido mais de 500 mil km entre Estados Unidos, México e Canadá para acompanhar jogos e compromissos durante a Copa.