Criminosos criam dezenas de páginas fraudulentas para desviar pagamentos via Pix, explorando o sistema de pedágio eletrônico sem cancela.
Um novo golpe explora o pedágio 'free flow' com sites falsos, desviando pagamentos via Pix. Motoristas devem redobrar a atenção para evitar fraudes.
Um novo e sofisticado golpe tem explorado a popularização do sistema de pedágio eletrônico sem cancela, o “free flow”, para defraudar motoristas em todo o Brasil. Criminosos desenvolveram dezenas de sites falsos que imitam plataformas legítimas de consulta e pagamento de débitos de pedágio, desviando os valores das vítimas por meio de transferências via Pix.
A Kaspersky já mapeou mais de 50 domínios fraudulentos registrados desde dezembro de 2023, evidenciando a escala da operação criminosa.
O esquema geralmente começa quando o motorista, buscando informações sobre seus débitos de pedágio, pesquisa na internet. Golpistas investem em anúncios patrocinados em buscadores e redes sociais, garantindo que suas páginas falsas apareçam entre os primeiros resultados, induzindo as vítimas a clicarem em links que parecem confiáveis.
Ao acessar o site fraudulento, o usuário é solicitado a informar a placa do veículo e, em seguida, visualiza um suposto débito. Para aumentar a credibilidade, o valor geralmente é baixo, similar ao custo real de um pedágio, e o site exibe informações corretas do automóvel, possivelmente obtidas de vazamentos de dados.
Convencido da legitimidade do serviço, o motorista prossegue com o pagamento, que invariavelmente é solicitado via Pix. O dinheiro, no entanto, é transferido para contas de “laranjas”, frequentemente abertas em fintechs menos conhecidas. A constante mudança dos nomes dos recebedores dificulta o rastreamento e o bloqueio dos valores pelas autoridades. Fabio Assolini, da Kaspersky, ressalta que os criminosos exploram a confiança das pessoas com valores baixos e dados reais dos veículos, indicando um esquema organizado e voltado a dificultar a ação policial.
Medidas Essenciais para Se Proteger
Especialistas em cibersegurança, como Daniel Barbosa da Eset Brasil, alert