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Governador do Rio busca recuperar investimentos do Rioprev com Banco Master

Ricardo Couto, governador interino do Rio de Janeiro, afirmou que irá atrás do Banco Master para recuperar cerca de R$ 3 bilhões investidos pelo...

O governador interino do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, anunciou que tomará medidas para reaver os valores investidos pelo Rioprevidência, especificamente os R$ 3 bilhões relacionados ao Banco Master. A declaração ocorreu durante uma participação no programa da jornalista Miriam Leitão, na GloboNews, na quarta-feira, 27 de maio de 2026.

A iniciativa se dá em meio à 8ª fase da operação Compliance Zero, que teve início na terça-feira, 26 de maio. Esta fase da operação investiga transações financeiras realizadas pelo Rioprevidência com o Banco Master durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro. O ex-governador foi alvo de mandados de busca e apreensão como parte das investigações.

Ricardo Couto expressou a necessidade de explorar todos os caminhos disponíveis para que o Estado consiga recuperar os investimentos perdidos. "A princípio, vamos nos dirigir ao próprio Banco Master e buscar o que foi investido e que se perdeu", declarou o governador. Ele também mencionou que a Procuradoria do Estado está buscando contato com os investidores do banco, que tomaram empréstimos e estão reembolsando valores ao Master.

A estratégia inclui bloquear parte das devoluções para que esses valores possam ser utilizados na recuperação do que foi perdido. Couto demonstrou confiança de que o Estado conseguirá recuperar esses montantes, evidenciando sua determinação em reverter a situação financeira negativa.

O Rioprevidência é a autarquia encarregada da gestão da previdência dos servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro. O órgão teria feito aplicações financeiramente significativas em produtos vinculados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Investigações apontam que tais operações podem ter sido aprovadas apesar de alertas técnicos sobre a sua viabilidade e conformidade com as normas de segurança financeira.

As investigações relacionadas às possíveis fraudes no Banco Master estão inseridas na operação Compliance Zero, que foi autorizada pela 10ª Vara Federal de Brasília em novembro de 2025. A primeira fase da operação resultou na prisão provisória de executivos ligados ao banco, que foi liquidado pelo Banco Central. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou, ainda em novembro, o uso de tornozeleira eletrônica para alguns dos indivíduos envolvidos, incluindo o senador Ciro Nogueira, que também foi alvo de menções nas investigações.

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