O governo federal, em parceria com a Caixa Econômica Federal, anunciou a criação do Fundo de Investimento Imobiliário Imóveis da União (FII Imóveis da União), uma medida que busca modernizar a gestão do patrimônio imobiliário do país e aumentar sua eficiência econômica. Essa iniciativa foi finalizada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
Para dar início a essa operação, o fundo contará com a integralização de 55 bens da União, localizados no Distrito Federal. Esses bens incluem terrenos em áreas valorizadas, prédios que necessitam de reforma e lotes destinados ao desenvolvimento imobiliário, totalizando um patrimônio avaliado em R$ 1,1 bilhão. Importante ressaltar que essa transação não exigirá recursos do Tesouro Nacional, uma vez que a estrutura do fundo se baseia na troca dos imóveis por cotas.
O governo federal será o único cotista do fundo, o que assegura o controle estratégico sobre a carteira de ativos e as decisões relativas aos investimentos. O Ministério da Gestão afirmou que essa nova estrutura não competirá com o programa Imóvel da Gente, que é voltado para habitação e outras políticas sociais. Os imóveis selecionados para esta primeira fase do fundo são aqueles que não possuem finalidade pública e que, atualmente, geram custos de conservação para os cofres públicos.
A ministra Esther Dweck destacou que a criação do FII proporcionará maior eficiência na administração dos ativos, permitindo que os resultados financeiros sejam revertidos em políticas públicas prioritárias. A principal meta do fundo é aprimorar a gestão dos ativos imobiliários federais, reduzindo os gastos com ALUGUÉIS e manutenção.
A operação do fundo será dividida em três frentes principais: a venda de imóveis sem vocação pública, a reforma e requalificação de prédios que podem ser usados administrativamente e o desenvolvimento imobiliário em grandes áreas, sempre visando o benefício do Estado. A secretária de Patrimônio da União, Carolina Stuchi, explicou que o projeto terá um início controlado, com o objetivo de ganhar escala e futuramente ser replicado em outros estados.
A administração do fundo e a gestão da carteira ficarão sob a responsabilidade da Caixa, que seguirá as normas estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O presidente da Caixa, Carlos Vieira, ressaltou que o modelo desenvolvido combina a experiência do banco no mercado com uma visão voltada para políticas públicas, buscando gerar desenvolvimento e benefícios para a sociedade.