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Greve é aprovada por trabalhadores de estádio que receberá a Copa do Mundo nos EUA

Funcionários do SoFi Stadium, em Los Angeles, votam pela greve devido a impasses nas negociações contratuais com a empresa Legends Global, responsável pela alimentação...
Trabalhadores de estádio da Copa do Mundo nos EUA votam a favor de greve — Foto:

Os trabalhadores do SoFi Stadium, localizado em Los Angeles, Califórnia, que sediará jogos da Copa do Mundo de futebol em 2026, decidiram votar a favor de uma greve em decorrência de impasses nas negociações com a empresa Legends Global, que cuida dos serviços de alimentação do local. A votação ocorreu na última sexta-feira e, segundo a líder sindical Yolanda Fierro, caso não haja um acordo até lá, a paralisação pode acontecer já no dia 12 de junho, quando está prevista a partida entre Estados Unidos e Paraguai.

A líder sindical destacou a preocupação dos funcionários em relação aos salários e à segurança no trabalho, especialmente com o aumento das operações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE). O xerife do Condado de Los Angeles, Robert Luna, informou que o Departamento de Segurança Interna enviará agentes federais para os jogos, mas garantiu que sua presença não será para fiscalizar imigrantes.

Kurt Petersen, copresidente do sindicato UNITE HERE Local 11, expressou a indignação dos trabalhadores, questionando a relevância da Copa do Mundo se eles não conseguem arcar com o aluguel e vivem com o medo de serem detidos pelo ICE. Ele alertou que, caso sejam obrigados a entrar em greve, os camarotes da FIFA, que custam 100 mil dólares, terão apenas água engarrafada e snacks como Doritos.

A empresa Legends Global, responsável pela área de hospitalidade do estádio, afirmou ter uma relação de longa data com o sindicato e se comprometeu a buscar um acordo nas negociações contratuais. Em um comunicado, a empresa expressou seu desejo de proporcionar uma experiência de hospitalidade excepcional durante os jogos da Copa do Mundo da FIFA.

Apesar da disposição da empresa, Petersen mencionou que as negociações têm avançado de forma muito lenta e que, até o momento, a Legends apenas concordou em oferecer proteção contra terceirizações e operações de fiscalização da imigração federal. Um dos trabalhadores, César Zamora, que atua como bartender no estádio, manifestou sua decepção por ver que as mudanças necessárias não foram implementadas antes do evento. Ele enfatizou que, apesar dos lucros que a Copa deve gerar, os trabalhadores ainda lutam por condições básicas de respeito e segurança.

Grupos comunitários de cidades que também sediarão a Copa, como Atlanta e Miami, expressaram preocupação com as operações do ICE, solicitando que sejam suspensas para evitar detenções nas proximidades dos estádios e nas áreas onde os torcedores estarão reunidos. A Copa do Mundo está prevista para atrair milhões de torcedores em junho e julho, com jogos programados em 11 cidades dos Estados Unidos, além de partidas no Canadá e no México.

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