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Grupo de trabalho é criado para monitorar El Niño no agronegócio

O Governo Federal estabeleceu um grupo de trabalho que visa acompanhar os impactos do fenômeno climático El Niño no agronegócio. A medida foi anunciada...

O Governo Federal instituiu, na terça-feira (30 de junho de 2026), uma portaria que cria um grupo de trabalho voltado para o monitoramento dos efeitos do fenômeno climático El Niño sobre o agronegócio brasileiro. A formalização ocorreu durante o evento de lançamento do Plano Safra 2026/2027, que visa fortalecer a agricultura empresarial.

Este grupo terá como atribuição principal mapear as regiões e cadeias produtivas que se encontram em situação de vulnerabilidade, além de sugerir ações práticas para mitigação, adaptação e proteção dos produtores rurais. A ação é vista como uma resposta às necessidades emergenciais do setor agrícola frente aos desafios climáticos.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou os investimentos direcionados à Embrapa e ao Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Ele ressaltou a importância da modernização das estações meteorológicas, que passaram de analógicas para digitais, um avanço significativo para o momento em que o agronegócio brasileiro se prepara para enfrentar os impactos do El Niño.

O grupo é composto por representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária, do Inmet e da Embrapa. A formação dessa equipe é uma resposta às solicitações feitas por organizações da sociedade civil, que em maio alertaram sobre a urgência de implementar políticas de adaptação climática, especialmente para as populações mais vulneráveis do Brasil.

O documento enviado pelas entidades menciona os impactos de eventos climáticos extremos, cobrando ações de prevenção contra enchentes, deslizamentos, secas, estiagens, ondas de calor e incêndios florestais. Além disso, a carta destaca eventos recentes, como as chuvas intensas no litoral norte de São Paulo em fevereiro de 2023, que resultaram em 682 mm de precipitação em Bertioga e 626 mm em São Sebastião.

O relatório da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa) prevê uma chance de 37% de que o fenômeno atinja uma intensidade “muito forte” entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, além de uma probabilidade de 82% de formação do El Niño entre maio e julho de 2026.

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