Hillary Clinton, ex-secretária de Estado norte-americana, declarou que o governo de Donald Trump estaria praticando um “acobertamento” na condução dos documentos vinculados a Jeffrey Epstein. A acusação foi feita em entrevista recentemente, onde ela reforçou a necessidade de transparência sobre o caso.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) divulgou milhões de páginas sobre Epstein após aprovação de legislação que exigia a publicação dos materiais. No entanto, parte dos documentos permaneceu confidencial para proteger informações médicas, gráficos de abuso infantil ou conteúdos que poderiam prejudicar investigações em curso.
A controvérsia cresceu quando o Comitê de Supervisão da Câmara convocou tanto Hillary quanto seu marido, Bill Clinton, ex-presidente do país, para depor sobre suas conexões com o criminoso sexual. Inicialmente, o casal se opôs ao pedido, mas acabou concordando com a comparecida no mês passado, evitando uma possível votação de desacato.
O depoimento dos Clintons ocorrerá na próxima semana em Washington, sendo a primeira vez em 43 anos em que um ex-presidente dos EUA testemunha em um comitê do Congresso desde Gerald Ford, em 1983. Entre as figuras mencionadas no caso está Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles 3º, que perdeu títulos reais em 2025 por ligações com Epstein.


