A inflação oficial do Brasil registrou um aumento de 0,70% em fevereiro, superando as expectativas do mercado e de instituições financeiras. O IPCA acumulou 1,03% em 2026 e 3,81% em 12 meses, embora ainda abaixo dos 4,44% do período anterior. As pressões inflacionárias foram especialmente sentidas em serviços e núcleos, o que deve influenciar as decisões do Banco Central sobre a Selic.
O Copom se reunirá nos dias 17 e 18 de março para definir a nova taxa de juros. Economistas destacam que o resultado do IPCA sugere um corte menor na Selic, com apostas em uma redução de 0,25 ponto percentual em vez de 0,50. A inflação de serviços, em particular, permanece elevada, afetando a projeção de inflação de 4,1% em 2026 para um viés de alta devido à pressão nos preços do petróleo.
A pressão inflacionária também foi observada em itens como serviços bancários, conserto de automóveis, passagens aéreas e educação. Embora tenha havido alguma redução nos preços dos combustíveis, a recente alta do petróleo no mercado internacional, próxima a US$ 100 por barril, pode impactar ainda mais a inflação, dado o cenário de tensões no Oriente Médio.
Economistas ressaltam que a composição dos dados e as pressões em serviços devem ser consideradas pelo Banco Central, que enfrenta um cenário desafiador para a política monetária. A resistência da inflação ligada à atividade doméstica e a deterioração qualitativa do índice também foram pontos destacados por especialistas.


