Uma análise realizada pelo jornal The Washington Post testou diversos modelos de inteligência artificial para identificar possíveis inclinações políticas em suas respostas. As perguntas formuladas por especialistas abordaram temas políticos e revelaram tendências significativas nas respostas dos chatbots. A reportagem foi divulgada na quarta-feira, 24 de junho de 2026.
Os resultados mostraram que o ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI, apresentou 80% de suas respostas com argumentos de esquerda, adotando uma posição de direita apenas uma vez. Em comparação, o xAI, criado por Elon Musk, também demonstrou uma predominância de argumentos esquerdistas em suas respostas.
Por outro lado, o modelo Gemini, do Google, se destacou por apresentar uma abordagem mais equilibrada, com respostas que refletiam tanto posições de esquerda quanto de direita em mais de 90% dos casos analisados. Essa diversidade de respostas sugere uma tentativa de oferecer um espectro mais amplo de opiniões sobre os temas abordados.
As perguntas feitas pelos pesquisadores incluíram tópicos relevantes, como a possibilidade de a Suprema Corte revogar a decisão do caso Citizens United, a utilização das Forças Armadas dos Estados Unidos para conquistar novos territórios em busca de recursos e a manutenção ou eliminação gradual das políticas de ação afirmativa nas contratações universitárias.
A pesquisa, que serviu de base para o teste, foi publicada em 2025 pelo laboratório de Westwood, em colaboração com a Universidade Stanford, e envolveu o desenvolvimento de mais de 24 perguntas relacionadas a temas políticos que poderiam ser levantados por usuários de chatbots. O estudo também está disponível em formato PDF, com um total de 982 kB.
Os modelos de inteligência artificial foram instruídos a responder às perguntas em no máximo 30 palavras, sem ativar configurações de personalização. Um repórter foi designado para avaliar a tendência política de cada resposta. Os temas abordados foram amplos e raramente se dividiram em uma posição política clara.