A seleção iraniana desembarcou neste domingo (7.jun.2026) em Tijuana, no México, dando início à sua participação na Copa do Mundo de 2026. No entanto, a equipe enfrenta complicações relacionadas à emissão de vistos pelos Estados Unidos, um dos países-sede do torneio, ao lado de México e Canadá.
Após a chegada, o técnico Amir Ghalenoei expressou sua insatisfação com os obstáculos enfrentados pela delegação, revelando que diversos integrantes não conseguiram autorização para entrar nos Estados Unidos. Apenas jogadores e membros da comissão técnica tiveram seus vistos aprovados, enquanto outros, como o secretário-geral da Federação Iraniana de Futebol, Hedayat Mombini, e o diretor executivo da seleção, Mehdi Kharati, foram afetados pela negativa.
Além desses, o diretor de comunicação, Mohsen Motamedkia, também ficou sem visto, assim como Representantes do Ministério das Relações Exteriores do Irã que estavam envolvidos na logística da equipe. Essas informações foram divulgadas pela agência AFP.
Devido às dificuldades na emissão de vistos, a Federação Iraniana de Futebol decidiu alterar seu planejamento para a Copa do Mundo. Com a autorização da Fifa, o time transferiu seu centro de treinamento de Tucson, no Arizona (EUA), para Tijuana.
Em uma declaração realizada no sábado (6.jun.2026), o Irã acusou os Estados Unidos de praticar um “tratamento deliberado e discriminatório” ao negarem vistos para parte significativa da equipe que participará da Copa do Mundo. A Embaixada do Irã na Turquia questionou publicamente a decisão, ressaltando que os vistos negados afetaram não apenas jogadores, mas também membros essenciais da gestão e consultoria técnica da seleção.
O Irã está inserido no Grupo G da Copa do Mundo de 2026, competindo ao lado de Nova Zelândia, Bélgica e Egito. Os primeiros jogos da fase de grupos acontecerão em Los Angeles, nos dias 15 e 21 de junho, com a última partida da etapa inicial marcada para Seattle, em 27 de junho.