Na última sexta-feira (26.jun.2026), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que o Exército libanês começará a assumir o controle gradual de duas áreas no sul do Líbano, conhecidas como "zonas-piloto". Apesar dessa mudança, Netanyahu afirmou que as tropas israelenses continuarão presentes no país até que o Hezbollah seja desarmado.
Uma das áreas a ser liberada está localizada ao sul do rio Litani, enquanto a outra encontra-se ao norte do mesmo curso d'água. Netanyahu enfatizou que os locais que serão entregues ao controle libanês não fazem parte das regiões originalmente controladas pelas Forças de Defesa de Israel, o que significa que essa ação não deve ser interpretada como um recuo das tropas israelenses.
"Mantemos continuamente a zona de segurança original, fora do alcance dos mísseis antitanque. Não permitimos a entrada do Hezbollah lá, nem da população civil. A questão adicional é, claro, que estamos permitindo que o Exército libanês comece a se organizar para tomar território", declarou Netanyahu.
O primeiro-ministro também mencionou que a permanência das tropas israelenses representa uma derrota para o Irã. Ele afirmou que o país persa tem tentado forçar Israel a uma retirada do sul do Líbano, mas que a aliança entre Israel, Líbano e os Estados Unidos deixa claro que o Irã não tem papel no Líbano.
Essa declaração foi feita após a assinatura de um acordo trilateral de paz envolvendo Israel, Líbano e Estados Unidos. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, foi quem anunciou o pacto, que visa restaurar a estabilidade no Oriente Médio. O conteúdo completo do acordo ainda não foi divulgado.
O pacto estabelece um processo para restaurar a soberania do Líbano, desarmar o Hezbollah e desmantelar sua infraestrutura na região, permitindo que Israel retorne às suas fronteiras assim que a ameaça aos seus cidadãos for eliminada. Além disso, um Grupo de Coordenação Militar Trilateral será criado para o Líbano, oferecendo um caminho para que o país saia de uma longa crise. Para Israel, o acordo proporciona uma forma verificável de eliminar a ameaça persistente em sua fronteira norte.