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Leilão de concessão da Rota dos Sertões é vencido pelo consórcio 116 Sertões

O consórcio 116 Sertões, que inclui a Novonor, venceu o leilão da concessão da Rota dos Sertões, que liga Feira de Santana (BA) a...

Na última quinta-feira (28.mai.2026), o consórcio 116 Sertões, que conta com a participação da Novonor, antiga Odebrecht, foi declarado vencedor do leilão para a concessão da Rota dos Sertões. Essa rodovia, que abrange um trecho de 502 quilômetros da BR-116, conecta as cidades de Feira de Santana, na Bahia, e Salgueiro, em Pernambuco. O certame foi conduzido pelo Ministério dos Transportes na B3, em São Paulo.

A proposta vencedora foi de 19,60% de desconto na tarifa de pedágio, que foi a maior oferecida durante o leilão, para um projeto que também inclui significativos investimentos financeiros. O critério principal da disputa era justamente o maior desconto em relação à tarifa inicial estabelecida pelo governo.

A participação da Novonor no consórcio se dá através da Neo Invest, marcando a volta da empresa aos leilões de rodovias federais, um passo importante após a venda de seus ativos rodoviários em decorrência dos desdobramentos da operação Lava Jato. O grupo vencedor é composto, além da Novonor, pela Mota-Engil, Galapagos Capital e Neo Invest.

Outros dois consórcios participaram do leilão, sendo o primeiro o Consórcio Via dos Sertões, formado pelo grupo Aspen em parceria com o DMDL, e o segundo, o Consórcio Atlas Rodovias, liderado pela Yvy Capital, que foi criado em 2023 pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes e Gustavo Montezano, ex-presidente do BNDES. O Consórcio Atlas Rodovias e o Via dos Sertões apresentaram ofertas de 16% e 13,10%, respectivamente, antes da fase de lances verbais, onde os lances foram elevados até o fechamento em 19,60%.

A concessão abrangendo 502 quilômetros é considerada estratégica para a logística e o escoamento de produção na região, passando por 16 cidades entre os estados da Bahia e Pernambuco. O contrato prevê um investimento total de R$ 4,13 bilhões para obras de modernização e ampliação das rodovias, além de R$ 4,4 bilhões destinados a custos operacionais ao longo dos 30 anos de concessão.

Os planos incluem a duplicação de 96 quilômetros, a criação de 44 quilômetros de vias marginais e a instalação de passarelas, entre outras melhorias operacionais. O projeto também contempla a implementação de sistemas inteligentes de monitoramento e atendimento ao usuário, além de um Ponto de Parada e Descanso (PPD) voltado para caminhoneiros. O vencedor será responsável pela manutenção, operação e recuperação das rodovias ao longo do contrato.

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