Na quinta-feira, 25 de junho de 2026, a atriz Luana Piovani utilizou suas redes sociais para expressar sua oposição à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que propõe maior AUTONOMIA ao Banco Central, afirmando ser contra a privatização da instituição. A declaração aconteceu após a divulgação de que ela recebeu R$ 300 mil pela publicidade, o que gerou discussões sobre a legalidade e a ética da ação.
O SINAL (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central), que representa os trabalhadores da entidade, apoiou a iniciativa de Piovani, ressaltando que a visibilidade gerada é importante para a discussão da pauta. A atriz, em seu vídeo, destacou sua posição ao afirmar: "Eu só vendo o que eu consumo e eu só falo o que eu concordo. Eu não acho inteligente privatizarem o nosso Banco Central".
A publicação da atriz, que continha a hashtag "#publi" para indicar que se tratava de uma publicidade, foi autorizada pela direção do conselho regional do SINAL no Distrito Federal. No vídeo, Piovani também explicou a importância de marcar publicidades de forma clara, afirmando que isso é um direito do consumidor. "Quando vocês olham uma publicação e tem lá no final uma ‘hashtagzinha’, aquele ‘simbolinho’ do jogo da velha, sabe? Escrito ‘publi’ é a abreviatura de publicidade, de publicidade, tá? É lei, o que eu acho super importante", disse a atriz.
A assessoria do SINAL reforçou a legalidade da contratação de Piovani, afirmando que a organização tem legitimidade para realizar ações que defendam os interesses dos servidores. O sindicato destacou que a PEC 65/2023, que está em tramitação no Senado, é um tema complexo que requer interlocutores capazes de explicar suas implicações à população, uma vez que seus efeitos podem ser significativos para o país.
Em uma nota, o SINAL reafirmou seu compromisso em dar visibilidade a essa pauta, que poderá afetar a estabilidade e a independência dos Funcionários do Banco Central. A organização alertou que o fim da estabilidade pode prejudicar a fiscalização do sistema financeiro, algo que impactaria toda a sociedade.
O SINAL, na condição de Seção Regional, possui CNPJ e AUTONOMIA administrativa, financeira e patrimonial, o que lhe confere a capacidade de promover estudos e desenvolver ações em defesa dos interesses da categoria. A nota completa do sindicato ressalta a importância de tornar o entendimento sobre a proposta acessível para todos, dada a sua relevância para o futuro do Brasil.