Presidente expressa desconforto com a condução do inquérito do Banco Master pelo ministro do Supremo, que nega imparcialidade comprometida.
O presidente Lula expressou profunda irritação com o ministro Dias Toffoli pela condução do inquérito do Banco Master, sugerindo a aliados que ele deveria deixar o STF.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem expressado crescente irritação com a conduta do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), na relatoria do inquérito do Banco Master. Em conversas reservadas com auxiliares, Lula fez comentários contundentes, chegando a desabafar que Toffoli deveria considerar renunciar ao seu mandato na corte ou se aposentar, segundo relatos colhidos pela Folha.
A insatisfação do presidente decorre do acompanhamento do caso e das repercussões sobre a atuação do magistrado. Lula está particularmente incomodado com o desgaste institucional que o Supremo tem sofrido devido a notícias que expuseram laços de parentes do ministro com fundos ligados à teia do Banco Master. Além disso, o petista teria reclamado do sigilo imposto ao processo e do receio de que a investigação possa ser abafada, defendendo a importância de combater fraudes sem poupar poderosos.
A Polêmica em Torno do Inquérito
A conduta de Toffoli no inquérito tem gerado questionamentos. Uma das decisões que intrigou o presidente foi a imposição de sigilo elevado a um pedido da defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para levar as investigações ao STF.
Essa medida ocorreu pouco antes de revelações sobre o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes ter um contrato milionário para defender os interesses do Master, e sobre negócios que associam familiares de Toffoli a um fundo de investimentos conectado ao banco.
Em dezembro do ano passado, Lula já havia convidado Toffoli para um almoço no Palácio do Planalto, onde, em uma conversa descrita como amistosa, o presidente teria enfatizado a necessidade de levar as investigações às últimas consequências. Na ocasião, Toffoli teria assegurado que nada seria abafado e que o sigilo era uma medida justificável.
Contudo, as revelações subsequentes colocaram essas garantias em