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Marido diz que brasileira morta em Portugal iria depor contra a patroa

José Teodoro Júnior afirma que Lucinete Freitas testemunharia a favor do patrão em disputa de guarda, o que pode ter motivado o brutal assassinato...

José Teodoro Júnior afirma que Lucinete Freitas testemunharia a favor do patrão em disputa de guarda, o que pode ter motivado o brutal assassinato em Lisboa.

Marido de Lucinete Freitas, brasileira morta em Portugal, diz que ela deporia contra a patroa em disputa de guarda, revelando possível motivo para o crime.

O marido de Lucinete Freitas, a brasileira brutalmente assassinada em Portugal no início de dezembro, revelou que sua esposa planejava prestar depoimento em um processo judicial de disputa pela guarda do filho do casal para quem trabalhava. Segundo José Teodoro Júnior, Lucinete iria testemunhar a favor do patrão e contra a patroa, atualmente apontada como a principal suspeita do crime.

Esta revelação lança uma nova luz sobre a possível motivação por trás do homicídio que chocou a comunidade brasileira em Portugal.

Em entrevista, José Teodoro Júnior descreveu um ambiente de trabalho marcado por conflitos frequentes entre os empregadores de Lucinete, dos quais ela era testemunha diária como babysitter. Ele relatou que sua esposa costumava tomar partido do patrão durante as discussões, por considerá-lo uma pessoa íntegra e correta, em contraposição ao comportamento da patroa.

“Ela sempre ficava do lado dele nas brigas. Dizia que era um homem trabalhador, correto.

Já a patroa, segundo o que ela relatava, tinha um comportamento completamente diferente, era instável”, afirmou José Teodoro, sugerindo que essa interferência nos conflitos do casal pode ter sido o estopim para a tragédia.

O homicídio de Lucinete Freitas foi descrito pelo marido como um ato de extrema violência. Ele contou que a suspeita teria atraído Lucinete para um local isolado, longe da residência, onde o ataque ocorreu de forma “bárbara e brutal”. A Polícia Judiciária portuguesa confirmou a prisão da suspeita, uma mulher de 43 anos e também brasileira. De acordo com o Ministério Público, a acusada convenceu a vítima a entrar no carro sob pretexto de levá-la para casa, mas a conduziu a um local ermo e a agrediu violentamente na cabeça com um bloco de cimento, causando ferimentos fatais. Após o crime, o corpo foi coberto com entulho na tentativa de ocultar a evidência.

Acusações e Planos Interrompidos

A suspeita enfrenta graves acusações, incluindo homicídio qualificado, profanação de cadáver, posse de arma proibida e falsidade informática. As investigações indicam que ela teria utilizado o celular da própria vítima para enviar mensagens, numa tentativa de atrasar o registro de seu desaparecimento e despistar as autoridades.

Essa ação demonstra um planejamento e frieza na execução do crime e na subsequente tentativa de encobrir os vestígios.

Lucinete Freitas, de 37 anos, vivia em Portugal há cerca de sete meses e trabalhava como babysitter há quatro, tendo conseguido o emprego através de redes sociais. Ela tinha planos de reunir a família no país europeu, com o marido e o filho de 14 anos, que residem em Fortaleza, programando a mudança para os próximos meses.

A descoberta de seu corpo em uma área de mato na Amadora, região metropolitana de Lisboa, quase duas semanas após seu desaparecimento em 5 de dezembro, encerrou tragicamente seus sonhos e planos familiares. O caso continua sob investigação, buscando esclarecer todos os detalhes e garantir justiça à vítima.

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