A Marinha do Brasil firmou contrato de 35 milhões de dólares, cerca de R$ 188,3 milhões, para a prestação de serviço de resgate submarino por meio do Sistema de Mergulho e Recompressão de Resgate Submarino (SRDRS), aplicado pelo Navy International Programs Office (NIPO), vinculado ao Departamento de Defesa dos EUA.
A contratação ocorreu por dispensa de licitação, com previsão de pagamento apenas em caso de acionamento do serviço. O sistema é destinado à localização e ao resgate de tripulações de submarinos avariados em grandes profundidades, quando a embarcação fica incapacitada de retornar à superfície.
Navio de superfície transporta equipamentos e possui sistema de lançamento de submergíveis
Reprodução / OTAN
Serviç contratado pela Marinha utiliza submarinos não tripulados em operações de resgate
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Navio de superfície transporta equipamentos e possui sistema de lançamento de submergíveis
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Tripulação é levada para uma câmara de recompressão após o resgate
Reprodução / Ocean Gate
Marinha contratou serviço de resgate submarino com veículos não tripulados
Reprodução / Ocean Gate
O serviço opera com o emprego de diversos recursos de alta tecnologia, como submersíveis tripulados ou operados remotamente, aptos a mergulhar em grandes profundidades. Esses equipamentos têm a função de localizar o submarino avariado e acoplar-se a ele por meio de uma escotilha de resgate.
Após a retirada da tripulação do veículo avariado para o submergível, os militares são conduzidos a uma câmara de recompressão instalada no Navio de Superfície de Apoio (NAS), responsável por transportar todo o equipamento de resgate e por operar os sistemas de lançamento e recuperação do submergível não tripulado.
Câmara hiperbárica
A câmara de recompressão é um ambiente hiperbárico no qual a tripulação resgatada permanece até que o nitrogênio absorvido pelo organismo, em razão da mudança de profundidade, seja eliminado de forma segura. Sem a recompressão adequada, o gás pode formar bolhas na corrente sanguínea, caracterizando a chamada Doença Descompressiva, que provoca dores nas articulações, fadiga e erupções cutâneas e, nos casos mais graves, pode levar à paralisia e à morte.
As câmaras também dispõem de sistemas de suporte à vida responsáveis por regular a mistura de gases adequada ao processo de recuperação da tripulação resgatada.